Ponto de encontro

Sala de Promoção da Diversidade é referência para debates sociais na região norte

Espaço Mestre Quim, instalado no Cras Boa Vista, amplia o diálogo sobre igualdade, respeito e cidadania e também é utilizado para capacitações e atividades abertas à comunidade

27 AGO 2026 • POR de Suzano • 16h13
Espaço Mestre Quim, instalado no Cras Boa Vista, amplia o diálogo sobre igualdade, respeito e cidadania e também é utilizado para capacitações e atividades abertas à comunidade - Mauricio Sordilli/Secop Suzano

A Sala de Promoção da Diversidade Mestre Quim, instalada no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Boa Vista, na região norte de Suzano (avenida Katsutoshi Naito, 957 - Sesc), consolidou-se como um importante espaço de diálogo, formação e convivência para a comunidade. Criado para fortalecer as políticas públicas de promoção da cidadania e do respeito às diferenças, o equipamento reúne atividades voltadas a temas como igualdade racial, respeito às religiões de matriz africana, cidadania LGBTQIAPN+ e outras pautas relacionadas à diversidade e à inclusão social.

Integrada à estrutura do Cras Boa Vista, a sala tem capacidade para receber até 50 pessoas e foi concebida para ampliar o acesso da população a debates e ações que contribuem para uma sociedade mais inclusiva. O espaço também é utilizado para capacitações de servidores públicos, com o objetivo de fortalecer uma cultura de atendimento humanizado, respeitoso e livre de preconceitos nos serviços oferecidos pelo município.

Além das atividades promovidas pela administração municipal e pela própria unidade de assistência social, a Sala Mestre Quim está disponível para a comunidade e pode ser cedida para programações e iniciativas locais. Desta forma, o equipamento amplia sua função para além do atendimento socioassistencial, tornando-se também um ponto de encontro para troca de experiências, formação e construção coletiva. 

Na última quarta-feira (26/08), por exemplo, a sala teve uma atividade especial em alusão ao Dia do Psicólogo. Na oportunidade, os participantes debateram o tema “Territorialidades, interseccionalidades e práticas de cuidado na política de assistência Social”, apresentado pela palestrante Juliana Gomes.

Considerando as atividades regulares desenvolvidas pelo Cras, o espaço recebe, em média, 80 pessoas por mês. O número pode aumentar conforme a realização de eventos, encontros temáticos, palestras, oficinas e outras ações abertas ao público.

Para a coordenadora do Cras Boa Vista, Débora Garcia, a utilização do espaço demonstra a importância de aproximar as políticas públicas das necessidades concretas da população. “A Sala Mestre Quim é um espaço de acolhimento, aprendizado e diálogo. Aqui conseguimos reunir diferentes públicos, promover conversas importantes e levar informação para a comunidade. É muito gratificante perceber que a população se apropria desse espaço e reconhece nele um ambiente seguro para discutir temas que fazem parte do nosso cotidiano”, afirmou.

Segundo Débora, a diversidade de atividades também fortalece o trabalho desenvolvido pelo próprio Cras. “As ações realizadas na sala complementam o atendimento da unidade e ajudam a fortalecer os vínculos comunitários. Quando promovemos uma palestra, uma capacitação ou uma atividade aberta, estamos criando oportunidades para que as pessoas conheçam seus direitos, compartilhem experiências e tenham acesso a informações que podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida”, explicou.

O secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldo Garippo, destacou que a Sala de Promoção da Diversidade representa uma política pública permanente de valorização da cidadania e do respeito às diferenças. “A Sala Mestre Quim é um espaço que simboliza o compromisso de Suzano com uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa. A diversidade precisa estar presente nas políticas públicas e também na forma como acolhemos cada cidadão. Por isso, ter um equipamento como esse dentro de um Cras é tão importante: conseguimos unir assistência social, informação, formação e diálogo com a comunidade”, afirmou.

Garippo também ressaltou a possibilidade de utilização do espaço pela sociedade, através de organizações e movimentos sociais. “Desejamos que todos utilizem o espaço para a promoção da igualdade racial, da tolerância religiosa, do respeito à diversidade. Ela está disponível para atividades da comunidade, para ações da prefeitura e para a programação regular do Cras. Quanto mais esse equipamento for utilizado para promover conhecimento, respeito e cidadania, maior será o seu impacto social”, finalizou.