Região

Etecs e Fatecs entram em greve nesta terça-feira

Paralisação geral foi confirmada pelo Sinteps e pode afetar mais de 300 unidades do Centro Paula Souza em todo o Estado de São Paulo

14 SET 2026 • POR Danielly Miguel - da Reportagem Local • 19h43
A mobilização pode afetar o funcionamento de mais de 300 unidades em todo o Estado de São Paulo. - Regiane Bento/Arquivo DS

Professores e servidores administrativos das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) entram em greve nesta terça-feira (15), em uma paralisação geral confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps). A mobilização pode afetar o funcionamento de mais de 300 unidades em todo o Estado de São Paulo. A categoria reivindica a recomposição das perdas inflacionárias nos salários e a abertura de uma negociação sobre a Data-Base 2026.

No Alto Tietê, são 7 unidades Etecs e 5 Fatecs com adesão à greve.

Um ato está marcado para as 14 horas, em frente à sede do Centro Paula Souza, na Rua dos Andradas, 140, na capital paulista. Segundo o sindicato, a paralisação foi deliberada pelo Conselho Diretor da entidade e conta com o apoio da categoria.

A greve ocorre após um processo de negociação com o Governo do Estado que, de acordo com o Sinteps, não avançou desde março. Entre as principais reivindicações estão a correção inflacionária dos salários e a abertura de uma negociação efetiva sobre a Data-Base 2026.

Segundo a entidade, os trabalhadores do CPS receberam reajustes de 6% em 2023, não tiveram reposição salarial em 2024 e receberam 5% em 2025.

O Sinteps também cobra que o governo estadual reveja suas prioridades orçamentárias antes de 30 de setembro.

A data é o prazo para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), pasta responsável pelo CPS e pelas universidades estaduais, encaminhar a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027. “Fizemos o que tinha que ser feito antes de chegar à greve. Apresentamos a pauta, buscamos o diálogo. Como não fomos ouvidos, resta o direito constitucional e legal de paralisar para chamar a atenção e mostrar toda a indignação da nossa categoria”, afirmou o presidente do Sinteps, Fernando Salvador.