Editorial

Furto de água

17/09/2015 08:00


Os prejuízos financeiros e ainda de desperdício de água adquiridos por conta da grande quantidade de ligações irregulares, os chamados “gatos” são cada vez mais constantes no Alto Tietê. A quantidade de furto de água cresceu. Ontem, o DS trouxe reportagem mostrando que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) identificou 1.038 casos de furtos de água entre janeiro e julho deste ano. O número equivale a 161 milhões de litros de água potável desperdiçados, o que daria para abastecer 28 mil habitantes em um mês. Em um momento de seca, o desperdício sempre preocupa de forma direta. Milhares de usuários dos serviços da água podem ser prejudicados por conta de um problema grave. Nesse momento é importante que a Sabesp crie, cada vez mais, ações, campanhas e projetos para reduzir a quantidade de ocorrências desse tipo. Afinal a população tem feito sua parte: a maioria paga sua conta de água e quer receber em troca um serviço de qualidade, sem interrupções. A reportagem do DS mostra que os dados são referentes às cidades abastecidas pela companhia na região: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis e Suzano. A quantidade de ligações clandestinas aumentaram 108,43% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando a Sabesp contabilizou 498 casos; um crescimento substancial e que preocupa. Já com relação ao volume de água desperdiçada, o crescimento foi de 235,42%. Entre janeiro e julho do ano passado foram desperdiçados 48 milhões de litros, o que daria para abastecer 10 mil pessoas em um mês. É importante que a Sabesp busca soluções para o problema. Se por um lado, a maioria das gambiarras é um problema sério, por outro é preciso destacar que a Sabesp tem a responsabilidade de tentar regularizar situações como essas fornecendo o abastecimento a todos os que precisam. A companhia cobra retroativamente a tarifa pela água furtada e pelo esgoto coletado. Além disso, o responsável pela fraude responde por crime de furto e pode pegar até oito anos de detenção. Ou seja, furto de água é crime. Deve ser combatido.