Cidades

Licitação da Marginal do Una será reaberta só no meio do próximo ano

14/11/2015 07:01


Prometida desde a década de 90, a Avenida Governador Mario Covas Junior, a Marginal do Una, ainda não tem prazo para ser concluída. Depois de ter cancelado o edital de licitação das obras nesta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem, em Salesópolis, que o novo processo licitatório deve ser aberto até o meio do próximo ano. A suspensão aconteceu porque o valor estimado - de R$ 75 milhões - terá de ser revisto. Segundo ele, o governo teve queda na arrecadação e procurou manter as obras que já estão em andamento para não paralisar os empreendimentos. "Hoje (ontem) pela manhã falei com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, porque não saiu nenhum financiamento e temos o programa de ajuste fiscal, mas infelizmente, neste ano inteiro ainda não saiu nenhum recurso. Eles estão parados na Secretaria do Tesouro Nacional e nós teremos que relicitar a obra porque o Tribunal de Contas, corretamente disse: ‘olha não pode reaproveitar uma licitação um ano e meio depois, pois o cenário mudou’". Alckmin garante que o mesmo aconteceu com a licitação da obra de duplicação da Mogi-Dutra. "Vamos avaliar a economia no começo do ano para abrirmos a licitação. Estou mais otimista que no meio do ano a economia brasileira comece a se recuperar. O dólar vai estabilizar, a agricultura exportar mais, a indústria se recuperar. É preciso liberar o crédito e arrecadação, então estas licitações acontecerão em 2016", conclui. A obra prevê revitalização da via entre a Rua Doutor Prudente de Moraes (SP-66) e a Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31). O pavimento deverá receber reforço asfáltico para aguentar o tráfego intenso, inclusive de caminhões. O processo licitatório, conforme publicado anteriormente foi aberto em abril do ano passado e deveria ter sido concluído em até 120 dias. A previsão era de que a obra fosse concluída em 18 meses. A conclusão da Marginal do Una é aguardada há anos pela população suzanense. Diversos projetos foram apresentados ao governo estadual até que o DER anunciasse que as obras seriam realizadas.