Editorial

Todos contra o mosquito

16/12/2015 07:00


Há uma batalha contra o mosquito Aedes aegypti, principal “vetor” causador de doenças como a dengue. Ontem o mosquito trouxe mais preocupação com a possibilidade de uma pessoa em Suzano ter sido morta por causa da febre chikungunya. Em meio à epidemia de dengue, o Estado de São Paulo teve notificados 387 casos (mais de três por dia) suspeitos da nos primeiros quatro meses deste ano. Trinta e seis casos foram confirmados, todos importados, segundo a Secretaria de Saúde do Estado. A evolução da doença é clara: em julho, havia no País 17 casos confirmados. No ano, são 1.688. E o avanço de casos ocorre em toda a América. A febre é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os casos são considerados importados porque os pacientes adquiriram a doença fora do Estado. Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CEV) da Secretaria da Saúde do Estado, não há registro de morte causada pela chikungunya. Ainda conforme o governo, os outros 380 casos em que pacientes apresentaram suspeita da doença foram descartados após o resultado de exames. Desde o ano passado, o Estado está em alerta para evitar que a doença se espalhe. O risco é considerado alto pelo Ministério da Saúde, pois os dois principais fatores para a disseminação estão presentes: doentes e o mosquito transmissor. É evidente que o caso de Suzano ainda precisa ser confirmado. A preocupação existe. De acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de casos de chikungunya nas Américas passou de 111 em janeiro de 2014 para 1,16 milhão em janeiro deste ano, com 172 mortes. Países vizinhos, como Guiana Francesa e Venezuela, já enfrentam a doença, que tem sintomas parecidos com os da dengue, como febre, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. A diferença é que o vírus da chikungunya ataca as articulações, causando inflamações, vermelhidão e dores fortes. O diagnóstico é feito por exame clínico ou de laboratório. Como no caso da dengue, apenas os sintomas da doença são tratados com hidratação intensa, além de analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas.