Região

Denúncia contra Mamoru de descarte de lixo é apurada

23/12/2015 07:00


 A Comissão Processante da Câmara de Itaquaquecetuba mantém as investigações sobre o possível descarte irregular de entulhos e materiais inertes na área da Secretaria de Serviços Urbanos. A denúncia foi feita contra o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB), por um comerciante do município. De acordo com a assessoria do Legislativo, ainda não é possível divulgar conclusões sobre as oitivas, uma vez que as investigações estão em fase inicial. Até o momento, três pessoas foram ouvidas: o ex-secretário de Serviços Urbanos, Laerte Vanderley; o ex-diretor de Serviços Urbanos, Osvaldo da Silva Pinto; Joaquim Gonçalves da Silva, atual secretário-adjunto; e de Serviços Urbanos e ex-secretário da pasta na gestão do ex-prefeito Armando da Farmácia. Ainda segundo o setor, as metas da Comissão serão definidas de acordo com cada oitiva. O grupo é composto pelos vereadores Silvani de Paula Lima (PR) - presidente, Roberto Carlos do Nascimento Tito, o Carlinhos da Minercal (PT) - relator e Roberto Letrista de Oliveira (PSDB) - membro. Vale destacar que após o término da investigação, um relatório será elaborado pela Comissão e encaminhado ao plenário para discussão e votação. No entanto, não há prazos e planejamento definidos para conclusão da apuração, uma vez que o grupo, assim como a Casa de Leis, está em recesso e só retorna às atividades em fevereiro. CASO As investigações tiveram início após a Câmara receber uma denúncia sobre a possível utilização irregular da área da Secretaria de Serviços Urbanos para descarte de entulhos. De acordo com a Prefeitura, o local é um pátio transitório e recebe materiais inertes e volumosos, como madeira, pneus, terra e mato de desassoreamento de córregos. "O pátio transitório tem recebido materiais inertes e volumosos, frutos da intensificação da limpeza realizada no município, visando inclusive, evitar enchentes e transtornos no período de chuvas. O material depositado no pátio transitório não se trata de lixo doméstico, uma vez que a área não é um aterro", destaca. Além disso, a administração afirma que o local tem autorização dos órgãos competentes para receber os materiais e não há qualquer proibição da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) para a utilização do local, "como pátio transitório para materiais desse tipo, conforme ofício nº 195/2013 enviado pelo órgão a municipalidade".