Editorial

Preços mais caros

24/12/2015 07:00


Tudo que se não se quer nesse momento é um aumento de preços - uma inflação crescente. A situação do País não permite aumentos. A expectativa de geração de novos postos de trabalho não é positiva. Isso porque o número de empregos tem caído. Indústrias têm reduzido os postos de trabalho, anunciando férias coletivas para trabalhadores por causa da queda na produção. O cenário não é animador. Ontem, mais um dado preocupou. A inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), este ano vai chegar a dois dígitos e passar longe do teto da meta de 6,5%. A projeção do Banco Central (BC) é que a inflação feche este ano em 10,8%. A estimativa divulgada em setembro era 9,5%. A última vez que a inflação ultrapassou dois dígitos foi em 2002, quando chegou a 12,53%. Ou seja, a inflação alta é prejudicial para a economia do País. Quando alta ou fora de controle, pode gerar diversos problemas e distorções econômicas. Taxas de inflação altas são aquelas que ficam acima de 6% ao ano. Com a inflação elevada, a moeda vai perdendo seu valor com o passar do tempo e os consumidores (trabalhadores) que não tem reajustes constantes não conseguem comprar os mesmos produtos com o mesmo valor usado anteriormente. Num ambiente de inflação elevada, muitos investidores preferem deixar o dinheiro aplicado em bancos (para que ocorra a correção monetária) do que investir no setor produtivo. Embora dê uma falsa ideia de que o dinheiro está “rendendo” muito, muitas pessoas preferem as aplicações financeiras. Um país que sofre de inflação alta é visto no mercado internacional de forma negativa. Os grandes investidores e empresas evitam fazer investimentos produtivos de médios e longos prazos nestes países, pois sabem que a inflação alta é um indicativo de economia com problemas. Portanto, o aumento de preços só traz prejuízos para o consumidor e também para a economia nacional. A prática freia os investimentos e prejudica a abertura de novos postos de trabalho e de investimentos.