Cidades

800 mil passageiros das linhas 11 e 12 serão afetados com aumento de tarifa

31/12/2015 07:00


Mais de 800 mil passageiros das linhas 11-Coral e 12-Safira, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), serão afetados pelo aumento da tarifa. O aumento foi confirmado ontem e começa a valer em 9 de janeiro. Atualmente, o valor cobrado é de R$ 3,50. Em janeiro passará a ser de R$ 3,80. Além da CPTM, o Metrô e ônibus intermunicipais. da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), também terão aumento na tarifa. O reajuste será de 8,6% e ficou abaixo da inflação, já que a previsão do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 10,72%. "Fizemos um grande esforço para ter um reajuste menor que a inflação e manter aquelas tarifas que não tiveram reajuste", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92. Já os bilhetes únicos diário, mensal, semanal e madrugador devem permanecer congelados. "Temos ainda um grupo grande que não paga tarifa, todo mundo acima de 60 anos, pessoas com algum tipo de deficiência, desempregados e estudantes de menor renda", elencou. Os beneficiários de gratuidades somam mais de 50% dos usuários. Alckmin explicou que o reajuste é definido em conjunto com a Prefeitura de São Paulo em razão do bilhete que utiliza também o serviço de transporte coletivo municipal. "Com o bilhete único, a pessoa pode usar o trem, o metrô e o ônibus, então o sistema é partilhado, por isso precisa sempre ter um entendimento entre o município e o Estado", disse. As tarifas dos ônibus da EMTU terão reajuste variável conforme os trechos percorridos. O último reajuste nas tarifas de ônibus, trem e metrô foi dado em janeiro deste ano, elevando o bilhete único de R$ 3 para R$ 3,50. ÚLTIMO REAJUSTE A última vez que houve aumento no valor das passagens de ônibus, metrô e trem foi em janeiro deste ano, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,50, após ter ficado mais de um ano congelada. Em 2013, uma série de protestos do Movimento Passe Livre (MPL) marcou o anúncio de aumento nas tarifas de transporte público, que, à época, seria de R$ 3 para R$ 3,20, e os dois governos (estadual e municipal de São Paulo) resolveram recuar.