Região

Caso de microcefalia pode ser o 1º relacionado ao zika vírus na região

08/01/2016 07:00


 O município de Arujá registrou um caso de bebê com microcefalia que pode ter relação com o zika vírus. A informação foi divulgada ontem pela Secretaria de Saúde local, logo após ser notificada pela Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo. A mulher não teve sua identidade revelada, mas sabe-se que ela deu à luz no Hospital das Clínicas, na Capital de São Paulo. Criança e mãe ainda estão sob cuidados na unidade médica paulistana. Este é o primeiro caso de microcefalia com uma possível relação com o zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, no Alto Tietê. Segundo o histórico da paciente relatado pela Secretaria de Saúde de Arujá, a mulher viajou para o Estado de Pernambuco durante o primeiro trimestre de gravidez e por isso pode se tratar de um caso importado. Durante a gestação ela apresentou todos os sintomas clínicos de uma infecção por zika: manchas vermelhas pelo corpo, coceira e febre. Foram realizados exames para rubéola, toxoplasmose, sífilis, herpes e citomegalovírus, mas todos deram resultados negativos. ESTADO Atualmente, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo observa mais oito casos de microcefalia (má-formação cerebral) em recém-nascidos, possivelmente relacionados ao vírus zika, em todo o Estado. Dois deles, em São Paulo e Santo André, assim como o de Arujá, estão sendo tratados como importados. Já os outros casos diagnosticados nas cidades de Campinas, Guarulhos, Mogi-Guaçu, Ribeirão Preto (dois casos) e Sumaré, são encarados como sendo "natural", contraído em cada município. Se confirmado, esse será o segundo caso de zika vírus na região. Em dezembro do ano passado, Santa Isabel confirmou um caso da doença em um homem de 37 anos. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, o paciente havia viajado em março do ano passado para a Bahia, onde desenvolveu o zika. Microcefalia x zika A relação entre o zika vírus e a microcefalia foi confirmada pela primeira vez no fim de novembro pelo Ministério da Saúde brasileiro. A investigação começou após a constatação de um número muito elevado de gestações com má formação no cérebro em regiões que também tinham sido atingidas por casos de zika.