Cidades

OAB quer explicações sobre revista em advogados e contrato de alimentação

19/01/2016 07:00


A revista realizada pelos agentes penitenciários nos advogados que visitam presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano e a distribuição dos contratos para fornecimento de alimentação à unidade prisional entrará na pauta de esclarecimentos que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano fará a Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário. A informação foi divulgada ontem pelo novo presidente da subseção suzanense, Wellington da Silva Santos. De acordo com ele, ainda não é possível apresentar um balanço sobre as primeiras ações do novo grupo, mas já chegou ao conhecimento da presidência diversas reclamações sobre a revista feita aos advogados que atuam no CDP. "Tive conhecimento de diversas queixas relacionadas à revista vexatória. Como assumimos o cargo recentemente faremos o quanto antes a apuração destas denúncias para entendermos os acontecimentos e em seguida tomarmos as medidas necessárias", explica. No último sábado, o DS publicou matéria sobre a investigação dos contratos de fornecimento de alimentação para os presos. A apuração é feita pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário e inclui os 2.118 detentos do CDP de Suzano e os 2.132 presos da unidade de Mogi das Cruzes. A revisão dos contratos é feita por recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo Santos, a OAB também pedirá informações sobre os contratos. "Aproveitaremos a pauta de solicitações para pedir esclarecimentos sobre esta questão. Como assumimos há pouco tempo devemos estar a par destes assuntos e caso necessário tomar as medidas cabíveis", pontua. ALIMENTAÇÃO Entre os problemas apontados estão à contratação de um número maior de marmitas do que a quantidade de presos e o fornecimento irregular de alimentos, como uma quantidade menor de carne do que o previsto no contrato. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP), afirmou que instituiu um Grupo de Trabalho que tem "como finalidade estudar e propor um cardápio padrão em todos os estabelecimentos prisionais do Estado". O governo estadual gasta mensalmente mais de R$ 1,43 milhão para alimentar os presos das duas cidades da região.