Cidades

Ações contra o comércio irregular apreendem mais de 300 mídias piratas

23/01/2016 07:01


Uma ação para coibir o comércio irregular no entorno da estação foi realizada ontem pela Secretaria de Assuntos Urbanos. Durante a operação, que contou com o apoio da 4ª Cia. da Polícia Militar (PM), um dos ambulantes tentou esfaquear um agente do Departamento de Fiscalização. A ação ocorreu na Avenida Major Pinheiro Fróes, região do Parque Maria Helena, e resultou na apreensão de dezenas de mídias piratas (CD's e DVD's), roupas falsificadas, bijuterias, cigarros, entre outros produtos. Além disso, outra ação realizada na quinta-feira, no Centro, apreendeu mais de 300 mídias piratas. ESTAÇÃO Depois da operação de ontem, quando as equipes da Fiscalização retornaram à sede, que fica no Edifício Nacional, um dos ambulantes abordou o veículo e com uma faca tentou atacar o agente que ocupava o banco do passageiro. Os agentes rapidamente entraram na garagem do prédio para evitar possíveis novos ataques. Mesmo assim o homem continuou exaltado em frente ao prédio até a chegada da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM), que o conduziu à Delegacia Central. A ação de quinta-feira foi realizada pelo Departamento de Fiscalização. Além das mídias piratas foram apreendidos chips de celular e maquininhas portáteis de costura. Os produtos eram comercializados na Rua General Francisco Glicério. Durante o trabalho, alguns membros da equipe da Fiscalização também chegaram a ser agredidos pelos ambulantes, que danificaram ainda os veículos do departamento com chutes e socos. Um Boletim de Ocorrência (B.O.) será registrado para relatar o ocorrido e para que sejam tomadas as devidas providências. Os agentes também percorreram a Rua Benjamin Constant, e na esquina com a Rua Doutor Prudente de Moraes uma barraca que vendia frutas irregularmente foi retirada do local. Reorganização No final do ano passado, a pasta já havia feito uma operação para retirar as barracas irregulares instaladas próximo ao muro da Estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e na Praça do Parque Maria Helena. A medida foi necessária para garantir a higiene pública, uma vez que o local já acumulava grande quantidade de ratos, animais peçonhentos e até focos do mosquito da dengue. Além disso, a ação visou combater a poluição visual e retomar a trafegabilidade das pessoas que utilizam a passagem para acessar a Linha 11-Coral. "Tivemos uma série de diálogos com os ambulantes que sabiam que estavam irregulares nesses locais. A ação foi feita para reorganizar a passagem dos pedestres que utilizam o terminal de ônibus e a estação de trem, além de acabarmos com a poluição visual, trazendo assim mais segurança e melhores condições de convivência em todo o entorno", afirmou a titular da pasta, Carmen Lúcia Lorente, na época.