Região

Cooperados da Cruma devem voltar ao trabalho no próximo dia 1º

27/01/2016 07:00


A coleta seletiva do lixo de Poá deve continuar suspensa até o dia 1º de fevereiro. Isso porque a Cooperativa de Reciclagem Unidos do Meio Ambiente (Cruma), empresa que presta o serviço na cidade, ainda se recupera do incêndio que destruiu parte do galpão localizado na Rua Angatuba, no bairro de Calmon Viana. O fogo, que continua com início desconhecido, atingiu o local por volta das 18h30 do último dia 11. "A ideia é voltar com a coleta em toda cidade no dia 1º do mês que vem. No dia 29 teremos mais uma reunião com a Prefeitura para definir algumas pendências, como o caminhão, as máquinas e outras situações que ela ficou de nos ajudar", falou um dos diretores da cooperativa, Roberto Lauriano da Rocha. No incêndio, a Cruma perdeu um caminhão, uma empilhadeira, uma máquina de prensa, uma balança, mesas de triagem, além de toneladas de material reciclável prontas para serem comercializadas. Segundo informações da cooperativa, atualmente 45 famílias se sustentam por meio das atividades da Cruma. Cada uma das famílias recebe um salário mínimo pelo trabalho. Em 2015, a entidade foi responsável pela reciclagem de 100 toneladas de material como papelão e alumínio por mês. Ainda segundo Lauriano, a Prefeitura de Poá está realizando o processo de limpeza do galpão. Porém, ainda faltam detalhes para o fornecimento do caminhão, pagamento de contas básicas, como água e luz do galpão, durante o período que os trabalhos estiverem parados, além do laudo técnico que irá definir se a estrutura do local poderá ser aproveitada ou terá que ser totalmente destruída. "A Prefeitura sinalizou com o apoio, mas ainda estão faltando alguns detalhes. O laudo técnico dos engenheiros da Prefeitura, por exemplo, que é fundamental para a continuação da Cruma ainda não foi feito. Temos que saber logo se vamos poder utilizar o mesmo espaço ou se vamos para outro lugar", disse o diretor. Para ser liberado, o galpão de 600 mil metros quadrados utilizado pela cooperativa necessita de dois laudos técnicos. Um dos engenheiros da Prefeitura local e outro da SPMar, concessionária que administra o Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas (SP-21) e que foi responsável por ceder o local ao executivo de Poá. No segundo momento, a Prefeitura repassou o galpão para o uso da Cruma. Procurada pela reportagem do DS, a assessoria de comunicação de Poá revelou que a Secretaria de Obras da cidade já contatou o engenheiro responsável pela estrutura do galpão. A previsão é de que até o fim desta semana o documento deva ser iniciado. Por enquanto, os trabalhos de seleção do lixo estão sendo feitos de forma improvisada em um espaço que fica atrás do local atingido pelo incêndio. O material selecionado está sendo levado até a sede da Cruma por moradores do município. "Estamos vivendo da boa vontade de gente que está trazendo o material até a gente. A intenção é fazer a triagem e tentar arrecadar o máximo que der para dividir com todas as famílias. Nossa situação ainda está muito difícil, esse tempo parado fez com que a gente perdesse nossa renda", falou Elza Maria Rodrigues, uma das cooperadas da Cruma.