Editorial

Destroços...

04/02/2016 07:00


O DS traz na edição de hoje uma importante reportagem, assinada pela jornalista Pâmela Queiróz, sobre o projeto do Parque Mirante, mais especificamente o ‘monumento’ do Mirante. Impressiona o espaço em que o empreendimento está construído. E é possível imaginar o que ele poderia se tornar: um importante espaço de lazer, cultura e história de um espaço que ainda não está bem aproveitado em Suzano. Pior: destroços, ruínas, escombros e mato marcam o cenário encontrado pelo DS e que está sendo contado na edição de hoje. Com localização privilegiada, onde é possível avistar parte de Suzano, o Mirante ainda possui a antiga torre de bombeamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Mas está abandonado. A área de mais de 20,5 mil metros quadrados, é conhecida e abandonada há mais de 20 anos. O que poderia oferecer a população horas de lazer, observação do mapa viário do município e algumas fotos, simplesmente espanta as visitas. Mas, ainda pode ser tempo de “salvar” esse importante empreendimento. No ano passado, a Prefeitura e Secretaria de Turismo do Estado iniciaram proposta de gerenciamento e criação do Parque do Mirante. Foi na reunião do Circuito das Águas Nascentes do Alto Tietê que o assunto foi debatido. Na época, outro assunto discutido foi em relação a criação do Parque Estadual Miraporanga. Nesse caso, a propriedade é particular e tem 1,5 milhão de metros quadrados. É reduto de exemplares raros de plantas de todo o planeta, além de fauna e flora ricas em espécies da Mata Atlântica que também segue abandonado. A Prefeitura de Suzano ainda espera que o Parque Mirante recebe algum tipo de ajuda. O terreno está localizado no Sesc e tem extensa mata e nascentes que são interligadas ao Rio Tietê. É importante preservar esses empreendimentos. São parte da história da cidade e mantém muito do que a cidade é hoje.