Cidades

Número de gravidez na adolescência cai 15% em um ano em Suzano

14/02/2016 07:00


O número de meninas no período da adolescência grávidas em Suzano caiu em 15% de 2014 para 2015. No último ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 389 casos de gravidez precoce, entre meninas de 13 a 18 anos. No penúltimo ano, em 2014, a cidade registrou 69 adolescentes a mais, sendo ao todo 458 partos realizados durante o ano. O número é referente aos partos realizados na Santa Casa do município. De acordo com o sociólogo Afonso Pola, a queda é influência das iniciativas de todo o País para diminuir os altos índices de gravidez na adolescência. Dos 389 partos realizados no último ano, 79% deles foram de partos normais, o que representa 308 partos. 81 partos foram realizados por meio da cesárea, o que representa apenas 21% deles. O percentual pequeno é devido ao procedimento adotado nas unidades públicas de saúde, de realizar o parto cesariano apenas em casos de necessidade. Em 2014 foram 370 partos normais e 88 cesáreas em adolescentes. As Secretarias Municipais de Saúde de Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba também informaram ao DS o número de jovens que tiveram bebê ou que fizeram o pré-natal na rede pública de Saúde em 2015. De acordo com a pasta em Ferraz, foram 509 gestantes no último ano e 519 em 2014. Uma queda de apenas 1%. A Secretaria informou, ainda, que são realizadas em todas as unidades de saúde do município grupos e palestras direcionadas aos adolescentes com temas que abordam assuntos sobre a gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis (DST), além de grupos em escolas da região. Já em Itaquaquecetuba o número de jovens grávidas caiu em 31%. Isso porque em 2014 eram 734 grávidas no município e em 2015 o número diminuiu para 504 adolescentes. De acordo com o sociólogo, apesar da queda, o número de jovens mães é alto. "O Brasil é um País com número bastante elevado de gravidez na gravidez e isso é um reflexo da baixa escolaridade. Além disso, a gravidez indesejada é mais recorrente em famílias de vulnerabilidade social, ou seja, famílias de baixa renda, que vivem em periferia, ou que não são estruturadas. Por isso, existe um esforço no País para reverter esses dados, e essa queda pode ser fruto dessas iniciativas", explicou Afonso Pola. Pola explica que a forma de reverter o quadro que envolve as jovens em gravidez não planejadas é aumentar a atenção dada ao assunto. "A sociedade vive um processo de transformação onde a vida sexual se inicia cada vez mais precoce. De contrapartida, as instituições mudam com uma velocidade muito menor. Todas as instituições em volta dos jovens, as famílias, escolas, igrejas, etc, deveriam acompanhar essa mudança e realizar debates para a informação de jovens", explicou o sociólogo. Pola ainda aponta: "Falta debate. Os jovens vão iniciar a vida sexual com ou sem orientação, mas com ela, eles poderão fazer isso de forma segura".