Esportes

Palmeiras não empolga e só empata com o River Plate-URU na estreia

17/02/2016 07:00


O time foi diferente. O roteiro, o mesmo de outros jogos. Um time com enormes dificuldades de criação, pouca movimentação e que vive de lampejos do Dudu. Assim foi a estreia do Palmeiras ontem na Libertadores e o empate por 2 a 2 com o River Plate-URU, em Maldonado. Após tantos pedidos, finalmente Marcelo Oliveira mexeu na formação do Palmeiras. Abriu mão do 4-2-3-1 e escalou um 4-3-3 com Erik e Thiago Santos na equipe e Gabriel Jesus e Robinho no banco. Seria uma formação ofensiva. O problema é que os três do meio eram volantes, casos de Thiago Santos, Arouca e Jean. O treinador levou dois meias para o Uruguai. Robinho ficou no banco de reservas e Allione foi cortado dos suplentes. Com a nova tática, o time continuou sem criatividade, embora Jean e Arouca mostrem boa técnica, e ainda mostrou outra deficiência. Sem meia, o que se via era um Palmeiras na defesa e outro no ataque. Um espaço enorme entre os volantes e os atacantes, fazia com que os manjados "chutões" para frente e cruzamentos para a área ditassem a primeira etapa do jogo. Na única vez que o time brasileiro conseguiu abrir espaço na defesa do River, Barrios saiu na cara do gol, mas se atrapalhou com a bola e o gramado e acabou desarmado. A ideia de Marcelo Oliveira parecia que não iria se concretizar. Ele esperava ver Thiago Santos na proteção da zaga e Jean e Arouca subindo mais ao ataque. Até que aos 34 minutos, pela primeira vez saiu a jogada que o treinador queria. Thiago Santos recuperou a bola, tocou para Dudu, que, livre, apareceu na intermediária e deu lindo passe no meio da zaga para Jean, que entrou de surpresa e bateu na saída do goleiro para abrir o placar. Enfim, saiu uma jogada. No intervalo, Gabriel Jesus entrou no lugar de Erik. Nem deu tempo de o garoto tocar na bola e o River empatou. Aos quatro minutos, após rápida troca de passe, Schiappacasse entrou na área e foi derrubado por Fernando Prass. Na cobrança do pênalti, Michael Santos empatou. Ao contrário do que acontece normalmente quando leva um gol, o time alviverde não se abateu e foi para cima. Alecsandro entrou no lugar de Barrios e em seu primeiro toque na bola, recebeu passe de Zé Roberto e ajeitou de peito para Gabriel Jesus encher o pé e marcar o segundo. Os reservas pareciam que iriam resolver a partida. Mas como todos os problemas do passado estavam em campo, mais um apareceu. Aos 18, cobrança de escanteio para a área do Palmeiras e Montelongo, sozinho, cabeceou sem chances para Prass.