Economia

BC: saques da caderneta no primeiro bimestre foram os maiores em 21 anos

05/03/2016 08:00


O volume de retiradas no primeiro bimestre deste ano, de R$ 18,670 bilhões, na caderneta de poupança é o maior para o período dos últimos 21 anos. O Banco Central começou a fazer o levantamento atual em janeiro de 1995. Até então, a maior quantidade de saques, já descontados os depósitos, foi vista em 2015, de R$ 11,794 bilhões. Em 2016, essa marca foi ultrapassada nos dois meses em questão. Em fevereiro, a retirada foi de R$ 6,264 bilhões no ano passado e de R$ 6,639 bilhões agora. No caso de janeiro, a diferença foi muito maior, já que, apenas em janeiro deste ano, o valor saques (R$ 12,031 bilhões) foi superior ao primeiro bimestre de 2015, quando as retiradas líquidas da caderneta em janeiro foram de R$ 5,529 bilhões. Após a retirada líquida recorde de R$ 12,031 bilhões da poupança em janeiro, a quantidade de recursos que os investidores sacaram da caderneta em fevereiro, já descontadas as aplicações, ficou em R$ 6,639 bilhões. De qualquer forma, é o pior resultado para o mês da série histórica do Banco Central iniciada em 1995. Para meses de fevereiro, a pior marca até agora havia sido registrada no ano passado, quando as retiradas ficaram R$ 6,264 bilhões maiores do que os investimentos. O resultado do mês passado só não foi pior porque no último dia ingressaram R$ 2,507 bilhões na poupança. No primeiro bimestre de 2016, as retiradas da caderneta somaram R$ 18,670 bilhões. Até então, a conta estava negativa em R$ 9,146 bilhões. Isso ocorre com o sazonal aumento dos depósitos na caderneta no último dia útil por causa de aplicações automáticas da conta corrente que alguns investidores já deixam programadas para ocorrer. A acentuada deterioração da caderneta se dá depois de uma recuperação em dezembro do ano passado, com a injeção de recursos do pagamento do 13 salário. O saldo positivo de R$ 4,789 bilhões no último mês de 2015 interrompeu uma série de 11 meses de resultados negativos.