Editorial

Controle da inflação

09/04/2016 08:00


O controle para conter os preços altos é um grande desafio para o atual governo. A crise no País, com o pouco desenvolvimento, vem mostrando que a situação pode piorar, caso não seja tomada providência. Mas, nesta semana, uma notícia foi animadora em meio à toda crise política que, por tabela, acaba afetando a economia. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou leve redução no ritmo de alta, na primeira quadrissemana de abril, ao passar de 0,5% (fechamento de março) para 0,48%. Cinco dos oito grupos pesquisados tiveram decréscimo, com destaque para transporte com elevação de 0,29%, bem abaixo do resultado do encerramento de março (0,43%). Essa redução na velocidade de aumento deste grupo foi influenciada pelo preço da gasolina (de 0,07% para -0,33%). A inflação é sempre preocupante. Ela se caracteriza pela elevação persistente dos preços, que resulta na perda do poder de compra. Na prática, ela faz com que o nosso dinheiro tenha menos valor. Um exemplo: Se em janeiro uma pessoa leva para casa 10 kg de carne pagando R$ 100 e a inflação no ano for de 10%, significa que em dezembro essa pessoa vai comprar somente 9 kg com o mesmo montante. Segundo especialistas, embora estejamos longe dos números da hiperinflação que ocorreu em 1990 - no mês de abril daquele ano os preços subiram até 6.821,31% -, não se pode descuidar. Especialistas afirmam que a inflação no Brasil é causada por vários fatores associados, tais como a alta dos salários e das taxas de emprego, a maior procura por produtos e serviços e, principalmente, pelo fato de a oferta desses itens ser menor do que a demanda. A produção não aumenta o suficiente para dar conta da procura que esse dinheiro em circulação provoca. Para ter uma ideia, basta citar que o consumo aumenta 7% ao ano e a produção, apenas 1%. O cenário se complica, pois uma vez instalada, a inflação adquire autonomia e se autoalimenta pelo efeito em cadeia. Por todas as dificuldades, é importante que o governo federal, cada vez mais, controle suas contas com austeridade para que essas dificuldades não venham “respingar” nos municípios.