Nacional

Mesmo com atrasos, Cunha afirma que votação do impeachment será 14 horas

17/04/2016 08:00


Apesar dos atrasos na sessão de discursos dos partidos na sessão da Câmara Federal que vai decidir a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou ontem que o início da votação será mantida para às 14 horas de hoje sem nenhuma possibilidade de adiamento. A maratona dos trabalhos para analisar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) teve início às 8h55 de sexta-feira. Cada uma das 25 legendas com representantes na Casa teve até uma hora para discursar. A demora para conclusão a fase dos partidos se deve às manifestações de deputados que pedem para usar o tempo de liderança para discursar, algo que está previsto pelo regimento. No total, a lista de inscritos reúne 249 parlamentares. Sendo que 170 se registraram para defender o afastamento da petista e outros 79, para pedir o arquivamento do processo. Cada com até três minutos na tribuna. ACORDO Com o objetivo de manter o cronograma planejado pelo presidente da Câmara, e o início da votação para às 14 horas, um total de 14 partidos pró-impeachment fecharam acordo na tarde de ontem. No acerto, dos 173 inscritos para falar a favor do impeachment, 60 abriram mão de se manifestar pelo tempo de três minutos, o que representa uma economia de três horas. Além disso, desde a 1 hora de hoje, os líderes desses partidos não usarão o tempo reservado a eles. A cada cinco horas, quando se inicia uma nova sessão, os líderes dos 25 partidos com representação na Câmara têm direito a falar de três a dez minutos. REQUERIMENTO Os parlamentares pró-impeachment também prepararam requerimentos de encerramento de discussão que devem ser apresentados na penúltima sessão antes do início da votação, por volta das 11 horas. Aprovado um dos requerimentos, a sessão pode ser encerrada mesmo que nem todos os inscritos tenham falado.