Cidades

Inadimplência no IPTU chega a 30% em Suzano; débito é de R$ 25 milhões

10/05/2016 08:01


Suzano tem uma inadimplência de 30% no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). O tributo, que é uma das arrecadações mais importantes para o município, no último ano, fechou com débito de R$ 25 milhões, de contribuintes que não quitaram a dívida junto ao município. Para este ano, a Prefeitura estimava a arrecadação de R$ 94 milhões. Neste primeiro quadrimestre a administração arrecadou R$ 27,9 milhões com o imposto. De acordo com o diretor de Receita, Maurício Abrão, o imposto é responsável por 70% das dívidas negociadas por meio do Programa Municipal de Recuperação e Estimulo ao Pagamento de Débitos Fiscais (Refis), que dá até 100% de desconto nos juros acumulados na dívida. “Grande parte dessa inadimplência é da periferia”. No primeiro quadrimestre de 2015, o município arrecadou R$ 24 milhões com o IPTU, ou seja, o valor é referente aos munícipes que optaram quitar a dívida à vista ou em primeira parcela, além das primeiras parcelas daqueles que dividiram dívida. Já nesse quadrimestre o valor arrecado é de R$ 27,9 milhões. "Foram cerca de R$ 1,7 milhão acima de inflação, um crescimento real. Pode ser que a inadimplência tenha caído. Só de IPTU no ano passado deixaram de pagar R$ 25 milhões, e isso é uma inadimplência muito alta. No dia 15 de maio, próxima data de pagamento, nós vamos ter o diagnóstico bem preciso da situação", explicou Abrão. Os contribuintes que optaram pelo parcelamento do imposto, devem pagar as parcelas mensalmente até dia 15 de dezembro. Suzano entregou, em janeiro, 103 mil carnês do IPTU. O valor pago à vista ou a primeira parcela, que foi a opção escolhida por muitos munícipes, quitados até março, tiveram desconto de 5%. De acordo com o Abrão, é provável que, por conta do valor, alguns munícipes tenham optado, neste ano, a parcelar a dívida. "De repente, devido à alta inflação, não compensava quitar a dívida à vista", explicou. Ainda segundo o diretor, é esperada arrecadação superior ao do último ano, quando houve o montante de R$ 60 milhões, de R$ 85 milhões previstos. "Esperamos uma arrecadação mais que ao do ano passado, se não tivermos a situação vai ficar complicado. E vai significar que a inadimplência terá crescido".