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Falta de repasse de kits para exame provoca atraso de resultados de H1N1

15/05/2016 08:01


 A falta de kits de testes para diagnóstico da Influenza A (H1N1) no Instituto Adolfo Lutz, responsável por realizar os exames do Estado, tem causado atrasos no diagnóstico dos pacientes com suspeita da doença no Alto Tietê. A Secretária de Estado da Saúde confirmou a falta de kits, que de acordo com ela, não estão sendo fornecidos pelo Ministério da Saúde em quantidade suficiente para atender a demanda. As cidades da região confirmaram a dificuldade e a demora para que os pacientes sejam diagnosticados. Já são ao menos 238 casos suspeitos da doença acumulados no decorrer no último mês, que ainda não foram confirmados. De acordo com a secretaria estadual, a obrigatoriedade da aquisição e do fornecimento de testes para diagnóstico de Influenza é do Ministério da Saúde e que os testes de PCR (Reação em Cadeia de Polimerase) para o exame está prejudicada devido ao atraso nos repasses de kits por parte do órgão. Ainda de acordo com a secretaria, o instituto continua atendendo as demandas dos municípios paulistas, concedendo critérios de prioridade, como exames de pessoas em estado grave ou de óbitos. Neste ano, o governo federal enviou apenas 520 kits a São Paulo, o que representa 17% do total de três mil kits solicitados desde outubro do ano passado. A secretaria já solicitou ao órgão a quantidade adequada para estabilizar o atendimento. DOSES DA VACINA Os municípios do Alto Tietê já receberam 16 mil novas doses da vacina para imunizar contra a H1N1. A informação é sobre as cidades de Ferraz de Vasconcelos, que recebeu 2,6 mil doses; Mogi das Cruzes, que recebeu sete mil; Poá, com 1,4 mil; e Suzano que recebeu cinco mil novas doses. O DS já havia noticiado anteriormente, no último dia 7, que a Secretaria de Saúde do Estado havia encaminhado 40 mil novas doses para a região e Guarulhos. As novas doses serão utilizadas para a imunização das crianças que precisam receber a segunda dose da vacina. De acordo com estes municípios, são 18,6 mil crianças a serem vacinadas, duas mil a mais que a quantidade de vacinas disponibilizadas.