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PM e Secretaria de Segurança impedem avanço de ocupação irregular em Mogi

24/05/2016 08:01


 O início de uma ocupação irregular foi extinta ontem após uma negociação harmoniosa entre representantes do movimento e forças de segurança - Polícia Militar e Secretaria de Segurança de Mogi das Cruzes. O terreno particular fica entre a Avenida José de Souza Branco e a Rua Manoel Fernandes, no Distrito de Jundiapeba. Uma estimativa da PM aponta que havia 130 invasores. Em um total de 80 famílias, o grupo começou a ocupar o terreno, de aproximadamente mil metros quadrados ainda no fim de semana. Proprietários souberam e precisaram iniciar uma conversa, que não surtiu efeito. Houve a necessidade de comunicar os órgãos competentes, já que o ato de invadir é crime. À medida que souberam sobre o expressivo número de pessoas residentes de áreas de risco, os representantes das forças de segurança informaram que não havia possibilidades deles continuarem no local, uma vez que os donos iriam utilizar o terreno. Segundo a tenente da 2ª Companhia de Jundiapeba, Elionay Reberte Bernoldi, a invasão foi comunicada ainda no início da manhã de ontem. Ela informou ainda que a negociação para desocupação do terreno foi iniciada pelo subcomandante do 17° Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (BPM/M), Anderson Caldeira. "Percebemos algumas lideranças, que não fazem parte da comunidade. Eles foram orientados sobre o fato de invasão da melhor maneira. Felizmente todos entenderam e começaram a retirar os materiais que levaram ao terreno", detalhou. O secretário de Segurança de Mogi, Eli Nepomuceno, disse que os invasores começaram a deixar o local de forma espontânea. "A Prefeitura os ajudou, e assim tiraram todo o material". O responsável pela pasta contou ainda que duas ligações clandestinas foram feitas e, aproximadamente, 40 barracos haviam sido erguidos neste período. "Foi de forma organizada que fizeram, já que tinha ligação clandestina e tudo mais. A EDP Bandeirantes já está retirando", acrescentou. Nepomuceno destacou que haverá uma vigilância no terreno ao longo da semana a fim de impossibilitar que invasores retornem ao local. "Vamos manter a vigilância para não voltarem. Também intensificaremos o patrulhamento para inibir tais atos aqui na região", disse. Ao DS, o representante do movimento de invasão, Cleiton Fabio de Oliveira, informou que a ocupação foi de forma organizada. Ele explicou que havia uma planta de divisão de áreas, já que os invasores tinham o intuito de comprar o terreno. “Sabíamos do risco. Todos que vieram sabiam, e nosso propósito era o de comprar”. Oliveira finalizou relatando que a Prefeitura de Mogi ainda não os cadastrou no programa federal Minha Casa, Minha Vida. “Eles não vieram falar nada sobre isso ainda”.