Cidades

500 fumantes participam de ações de combate ao tabagismo em Suzano

01/06/2016 08:00


Resistir ao próximo cigarro pode ser mais difícil do que se imagina. O vício está relacionado a uma série de fatores cotidianos. A cultura tabagista foi considerada por muitos anos um patamar de status social. Hoje, o combate ao tabagismo visa a redução de mortes ou doenças ligadas ao uso ou exposição contínua ao tabaco. Em Suzano, 500 pessoas participam de ações de enfrentamento ao tabagismo. Segundo informações da Prefeitura, as iniciativas de combate ao tabagismo são desenvolvidas em cinco unidades de saúde: Centro de Atenção Psicossocial (Caps-AD), Unidade de Saúde Familiar (USF) Vila Fátima, USF Jardim Ikeda, USF Eduardo Nakamura e USF Jardim Europa. Em cada local, cerca de 100 pessoas são atendidas por turma. "Nas unidades, os pacientes passam por avaliação médica para o fornecimento de materiais como o adesivo e chicletes de nicotina que inibem a vontade de fumar. Além disso, recebem tratamento terapêutico, para que as dependências física e psicológica sejam eliminadas ao mesmo tempo. As turmas são renovadas a cada três meses, sendo que há rotatividade, alguns desistem e novos pacientes se cadastram", informou em nota. Para ter mais detalhes sobre o tratamento de tabagismo em Suzano ligue: 4741-8739. Ontem, no Dia Mundial da Luta contra o Tabaco, Fabíola Figueiredo, de 42 anos, fumou o último cigarro por volta das 16h45. Segundo ela, o nascimento da neta levou a abdicar do vício. "Fumo há quatro anos. Não fumo muito, costumo acender o cigarro à noite, depois do trabalho, mas com a presença da minha neta não queremos a fumaça dentro de casa. Além disso, tem o cheiro e o preço do cigarro, que está caro", detalha. Ex-fumante há 20 anos, o aposentado Daniel Gomes, conta que foi dependente por menos de um ano, mas logo desistiu. Fumante assíduo há pelo menos 50 anos, o também aposentado Edno Seno, de 65 anos, revela que já tentou largar o vício diversas vezes. "Fico muito nervoso, ansioso e começo a fumar novamente. A vontade é muito forte. Nunca tive problemas de saúde em decorrência do vício, mas sei dos problemas que posso ter", afirma. Seno começou a fumar por curiosidade. PESQUISA De acordo com pesquisa do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), após a adoção da Lei Antifumo, que proíbe o consumo de cigarros, cigarilhas, charutos, cachimbos ou qualquer produto fumígeno, derivado ou não do tabaco em locais total ou parcialmente fechados, houve redução de 12% nas mortes por enfarte. A legislação instituída no Estado em 2009 foi aprovada no País em 2014. O estudo feito pelo Incor, vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), indica ainda queda de 5% nas internações hospitalares ligadas ao enfarte. Para análise dos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) foi usado um modelo estatístico que leva em consideração a influência de outras variáveis, como temperatura e poluição, de modo a isolar os efeitos da lei.