Editorial

Alimentos mais caros

15/07/2016 08:00


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),os preços de muitos alimentos, especialmente aqueles que estão presentes na mesa da população como arroz, frango e leite, aumentaram do mês de fevereiro para o mês de março. O preço do arroz aumentou de 0,8% para 0,96% de variação. O leite longa vida aumentou de 1,12% para 4,57%, enquanto o frango inteiro aumentou de 0,26% para 0,94%. Especialistas afirmam que uma alimentação mais saudável pode ser incentivada por meio de uma política de ajuste de preços dos alimentos. Por meio da isenção de impostos sobre alimentos saudáveis e do aumento de impostos sobre os não saudáveis é possível estimular o consumo dos primeiros e promover uma dieta mais adequada da população. A proposta é de um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP intitulado “Influência da renda familiar e dos preços dos alimentos sobre a composição da dieta consumida nos domicílios brasileiros” produtos que têm elevado o custo da cesta básica – o feijão, manteiga e o leite – chegam a ter variação de preço de 42% nos supermercados de Suzano. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), devido a eles, a cesta básica teve um aumento de 4,3%. A manteiga é o produto que tem maior variação de preço. Nesta semana, o DS realizou pesquisa de preços em três supermercados de Suzano, no bairro Jardim Colorado, Vila Amorim e Jardim Japão. O produto com maior diferença de preço foi o pote de 500 gramas de manteiga, com diferença de 42% no valor. Na primeira unidade, no Jardim Japão, o item estava por R$ 4,67, na Vila Amorim saia por R$ 4,19, contra o valor encontrado na Vila Urupês, de R$ 3,29. Muitas pesquisas já confirmaram aquilo que o consumidor está sentindo no bolso já faz tempo: a alimentação está mais cara. E o aumento nos preços tem atingido itens básicos da mesa da população, como ovo, pão e açúcar. Existem variações que chegam a 75% do preço médio ao longo de um ano. Os moradores de Suzano, que realizam as compras mensais para a casa, consideram absurdo o aumento de preço. A alta nos preços dos alimentos observada nos últimos meses deixaram o consumidor sem grandes alternativas para baratear as refeições. O feijão, por exemplo, tradicional na mesa dos brasileiros, superou os R$ 10 por quilo em junho em alguns supermercados. E não é apenas a alimentação na residência que está mais salgada. Segundo levantamento da FecomercioSP a partir dos dados do IPCA, tanto comer em casa quanto fora está mais caro. O aumento, em 12 meses, do subgrupo Alimentação no Domicílio atinge 14,7%, enquanto o subgrupo Alimentação Fora do Domicílio registra 9,1%. É preciso aguardar por melhoras e esperar que os preços possam cair.