Cidades

TSE limita gastos de R$ 1,8 mi em campanha de candidatos a prefeito

21/07/2016 08:01


Um milhão e oitocentos mil reais. Este é o limite máximo que os candidatos a prefeito de Suzano poderão gastar nas eleições deste ano. O valor foi divulgado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou também a realização do segundo turno na cidade, que tem 211.653 eleitores aptos a votar. O valor de Suzano para os gastos de candidato a prefeito é o maior da região. Com R$ 1,839 milhão, o município supera Mogi das Cruzes, que tem um teto máximo de R$ 1,523 milhão para gastar, e Itaquaquecetuba, que possui um limite de R$ 1,391 milhão. Quatro cidades tem o menor valor estipulado: R$ 108.039,06. São elas, Biritiba Mirim, Poá, Salesópolis e Santa Isabel. No segundo turno, caso ele seja realizado, também haverá um valor máximo para gastar na campanha. Com R$ 551.926,11, a cidade suzanense também tem o maior valor entre os três municípios da região, que podem realizar o segundo turno. O TSE previu um teto máximo de R$ 457.186,70 para Mogi e R$ 417.384,29 para Itaquá. VEREADOR A campanha para vereador também terá valor limitado. Neste caso, os candidatos de Suzano podem gastar R$ 85.818,39. A cidade mogiana tem o maior teto, com R$ 213.393,58, seguida de Suzano e Itaquá com R$ 80.909,54. O menor valor é de R$ 10.803,91, de Salesópolis; seguida de Guararema, com R$ 13.629,28. REAJUSTE O Tribunal informou que os limites de gastos foram reajustados em 33,76%, que corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de outubro de 2012 a junho de 2016. De acordo com a tabela, o maior limite de gastos para campanha para o cargo de prefeito está previsto para São Paulo, que tem hoje 8.886.324 eleitores. No primeiro turno eleitoral, os candidatos à Prefeitura da cidade poderão gastar até R$ 45,47 milhões. Já no segundo turno, o teto de gastos será de R$ 13,641milhões. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem que a Justiça eleitoral e a população poderão ter papel importante de fiscalização nos gastos de recursos eleitorais. "Nós não dispomos de fiscais na Justiça Eleitoral para dar atenção a todos eles (gastos). A própria sociedade terá que fiscalizar. E como a disputa é muito acirrada, já que as disputas em municípios são, às vezes, mais acirradas que as nacionais, então é provável que haja ânimo de violar a legislação, especialmente na ausência de uma fiscalização mais visível. Por isso, a própria comunidade terá que se incumbir dessa tarefa".