Cidades

Área de 50 mil m² é desmatada. GCM e Polícia fiscalizam terreno

27/08/2016 08:01


Um terreno de cerca de 50 mil m², na Estrada do Kidani, Distrito de Palmeiras está sendo desmatado. O espaço fica em uma área preservação permanente e de mananciais, aparentemente mata nativa. O DS esteve no local, na tarde de ontem, e funcionário contratado por uma empresa estava escavando o terreno. A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Ambiental estiveram no local para impedir a continuidade do serviço. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) afirmou que não havia recebido denúncias sobre o caso, mas que uma vistoria será realizada nos próximos dias pela Agência Ambiental de Mogi das Cruzes. Um morador notificou ao DS sobre o caso. Segundo o produtor agrícola Vitor Casarin, a região da Estrada da Kidani é ocupada por sítios que são proteção à área manancial. "Pelo menos 20mil m² do meu sítio é de mata conservada. Essa região é de preservação permanente". Ele relatou como percebeu a devastação. "Semana passada percebi que a água do córrego que abastece minha plantação parou de correr. Fui investigar o que havia acontecido, foi o que me levou ao terreno." O vizinho explicou como era o local. "Antes não enxergávamos o terreno porque era um bambuzal denso e fechado. Depois do desmate, todo o barro e o mato desceu para o canal do córrego, impossibilitando o fluxo até minha casa". De acordo com o morador, esse córrego abastece cerca de 18 mil habitantes. "O córrego começa há um quilômetro e meio do meu sítio e abastece muitas pessoas. É importante conservar as águas dessa região, porque as fontes daqui refletem diretamente na Represa de Taiaçupeba. Se a água for prejudicada, digo suja, a perda será em efeito cascata para todos". O produtor rural fez denúncia sobre o caso na Prefeitura e na Polícia Ambiental. "Acredito que essa devastação seja para lotear o terreno, daria para fazer 40 lotes nessa área. Loteamento em zona rural não sobrevive". Outro vizinho, Manoel Ferreira, afirmou que foi avisado sobre a situação do córrego. "Avisaram-me que iriam bloquear o fluxo de água por um tempo mínimo. Foi rápido e não me atrapalhou em nada, uso a água apenas para plantação. Não sei o que estão planejando fazer nessa área, não sei informar nada". Um operário que trabalhava no local, operando uma escavadeira, e não quis se identificar, disse que não sabia que tipo de empreendimento será feito no local. "Não sei o que será, dizem que será um condomínio, mas não sei. Também não sei dizer quem é dono ou responsável. Apenas fui contratado para limpar a área. E sobre o córrego, eu nem mexi com água, não sei o que houve". A Prefeitura de Suzano informou que a GCM foi até o local e notou a presença da Polícia Ambiental. A guarda fará um relatório de ocorrência e vai oficiar a Secretaria de Meio Ambiente para que técnicos visitem a área e verifiquem a legalidade da situação.