Cidades

12 rios e córregos da região têm qualidade da água ruim ou péssima

23/09/2016 08:00


Doze rios das cidades da região tem qualidade da água considerada ruim ou péssima. Levantamento divulgado ontem pela SOS Mata Atlântica aponta que o número representa 63,16% dos rios avaliados no Alto Tietê. A Organização Não-Governamental (ONG) coletou amostras da água em 19 pontos da região. Destes, dois locais apresentaram resultado de qualidade como péssima, dez eram ruins, seis eram regulares e somente uma tinha qualidade da água boa. Este é o trecho do Rio Tietê em Biritiba Mirim. Em outros trechos, como em Itaquá, Suzano e Salesópolis o rio mais importante do Estado ganhou classificação regular, ruim ou péssimo. Apesar disso, o levantamento apontou que a mancha de poluição do Tietê diminuiu na região, principalmente em Mogi das Cruzes e Suzano. COMPARAÇÃO A qualidade da água nos rios e córregos da região não mudou muito de um ano para outro. Somente dois deles apresentaram melhoras e quatro tiveram resultados piores. Entre os que melhoraram a qualidade da água estão o Ribeirão Ipiranga, que passou de péssimo, em 2015, para ruim, em 2016; e o Ribeirão Oropó, que passou de ruim, no ano passado, para regular, neste ano. Os dois são localizados em Mogi das Cruzes. Já entre os que pioraram a qualidade da água dois ficam em Ferraz de Vasconcelos (Rio Guaió e Córrego Itaim), um em Itaquaquecetuba (Rio Tietê, na altura do Parque Ecológico) e o trecho do mesmo rio em Salesópolis, que passou de qualidade da água boa para regular (veja quadro completo ao lado). Segundo a SOS Mata Atlântica, foram analisados 53 cursos d’água em São Paulo e nenhum deles apresenta alterações significativas. “O aumento no volume de chuvas trouxe pouca contribuição para a dispersão de poluentes nos corpos d’água urbanos”, explica a entidade.