Editorial

Qualidade ruim dos rios

24/09/2016 08:00


Reportagem do DS publicada ontem mostrou que 12 rios das cidades da região têm qualidade da água considerada ruim ou péssima. A situação é, portanto, crítica e deve ser tratada com muita responsabilidade pelas autoridades ambientais. Na reportagem que o DS publicou ontem, o levantamento - divulgado pela SOS Mata Atlântica - aponta que o número representa 63,16% dos rios avaliados no Alto Tietê. A Organização Não-Governamental (ONG) coletou amostras da água em 19 pontos da região. Destes, dois locais apresentaram resultado de qualidade como péssima, dez eram ruins, seis eram regulares e somente uma tinha qualidade da água boa. Este é o trecho do Rio Tietê, em Biritiba Mirim. Em outros trechos, como em Itaquá, Suzano e Salesópolis o rio mais importante do Estado ganhou classificação regular, ruim ou péssimo. Apesar disso, o levantamento apontou que a mancha de poluição do Tietê diminuiu na região, principalmente em Mogi das Cruzes e Suzano. Convenções internacionais estabelecem que qualquer tipo de material ou substância que interfira no equilíbrio de um determinado ecossistema é considerado um poluente. A degradação dos rios possui várias causas, inclusive o comportamento inadequado ou conivente da população ao fazerem o descarte de seus resíduos de forma irregular ou não cobrarem de empresas e governos uma postura mais sustentável. No caso das águas, os principais e mais comuns poluentes são esgoto doméstico, petróleo e seus derivados, metais pesados, substâncias organocloradas (poluentes orgânicos persistentes) e o lixo. No levantamento do DS, a qualidade da água nos rios e córregos da região não mudou muito de um ano para outro. Somente dois deles apresentaram melhoras e quatro tiveram resultados piores. Não há dúvida que o caminho para a recuperação dos rios é longo. Há especialistas nacionais reconhecem que “os primeiros passos estão sendo dados neste exato momento. A revitalização do rio e de seu entorno só será possível por conta do engajamento da sociedade, que pode continuar ajudando a abrir os olhos do Poder Público para o problema. Especialistas afirmam que é preciso também ter segurança hídrica que inclui, entre outros pontos, o cuidado com a parte ambiental e de saneamento dentro das cidades.