Cidades

Previdência concede 674 auxílios doença por acidente de trabalho

07/05/2015 08:00


O acidente na Suzano Papel e Celulose, que ocorreu esta semana, levando a morte do operador de máquinas, Paulo César Gonçalves de Oliveira, não foi o primeiro deste ano. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na região do Alto Tietê, houve 674 pedidos concedidos de auxílio-doença por acidente de trabalho, entre janeiro e abril. Ou seja, ocorreram no mínimo, essa quantidade de acidentes envolvendo trabalhadores atuando em suas empresas. O número de acidentes pode ser ainda maior, já que o INSS não contabiliza acidentes com óbito ou casos que não geram a incapacidade do trabalhador. Por outro lado, nem todo acidentado no trabalho consegue o benefício. Se comparado com o mesmo período do ano passado o número é 24% menor. Em 2014, a região registrou 888 pedidos concedidos entre os meses de janeiro e abril. Os dados são baseados em três agências da região: Mogi das Cruzes, Suzano e Itaquaquecetuba. Nas unidades do instituto previdenciário avaliadas, o maior número de pedidos se concentra em Mogi das Cruzes, com 267. A agência da cidade de Itaquaquecetuba teve 208 auxílios-doença por acidente de trabalho concedido e a de Suzano cedeu o benefício a 199 assegurados. O auxílio-doença acidentário é um benefício pago ao empregado que ficar impossibilitado de trasbalhar, em decorrência de acidente ocorrido dentro da empresa ou nos trajetos trabalho-residência, residência-trabalho, e ainda em viagens a serviço. O trabalhador precisará passar pela perícia médica do instituto e constatando sua incapacidade para trabalhar, o auxílio-doença acidentário é concedido a fim de garantir a renda do assegurado durante a sua recuperação.

ACIDENTE Oliveira veio falecer após ser atingido por uma bobina de papel de quatro toneladas. O caso ocorreu na noite de segunda-feira, por volta das 20 horas. O operador de máquina chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Luzia de Pinho Melo, mas já chegou à unidade sem vida. O funcionário cumpria jornada de trabalho iniciada às 14 horas e que seguiria até as 22 horas. Segundo relatos, ele operava uma máquina por controle remoto quando uma das bobinas de papel se soltou do maquinário e o prensou.