Editorial

Inflação

11/01/2019 23:59


Inflação é aumento persistente e generalizado no valor dos preços. Preocupa a todos. E, é importante que a população fique de olho nos valores que pagam pelos produtos.
Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma estabilidade nos preços.
Economistas afirmam que o aumento de preços é verificado na grande maioria dos bens e não só em alguns. Há uma acentuada diminuição do poder de compra devido a vários fatores, como por exemplo, o rendimento salarial que não sofre alteração.
Ontem, foi divulgada a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O fechamento de 2018 ficou em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%.
Os dados foram divulgados, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%, mas ainda preocupa por conta do pequeno aumento. 
Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%. Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%.
Com alta de 4,04%, alimentos puxam a inflação. E isso é o que preocupa ainda mais os consumidores que veem o seu poder aquisitivo cair por conta desses aumentos.
O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%.
O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos.
Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%.
Entre os itens de transporte que ficaram mais caros estão passagem aérea (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%).
Especialistas afirmam que combater a inflação para valer passa por diversos pontos. É preciso estimular a concorrência, porque temos “muitos setores oligopolizados, com grande poder de formação de preços”. 
O que a população realmente espera é que seu dinheiro consiga garantir uma compra de produtos para suas necessidades.