Editorial

Investimentos da China

08/06/2019 23:59


No início deste ano, uma informação do site da Forbes revelava que o investimento chinês em empresas brasileiras deverá aumentar neste ano, inclusive em setores nos quais os investidores do país asiático têm pouca ou nenhuma presença. Segundo dados da agência Mergermarket, em 2018 empresas chinesas adquiriram cinco brasileiras, com um valor somado de US$ 2,1 bilhões, uma queda de 69,4% em comparação ao investimento desse tipo feito em 2017 (US$ 6,8 bilhões em seis transações).
Na semana passada, uma comissão do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) visitou duas das maiores empresas do País asiático - Hik Vision e Alibaba - e avançou em tratativas, principalmente nas áreas de monitoramento e projetos de cidades inteligentes. 
O grupo de prefeitos, vereadores, secretários municipais e empresários permanecerá em território chinês até o próximo dia 13 (quinta-feira) com visitas em mais indústrias e reuniões com representantes do governo, intermediadas pela Câmara Geral de Empresários Chineses no Brasil.
Segundo a reportagem da Forbes, Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), diz que investidores chineses continuam a ver o Brasil como um mercado-chave em setores como energia, agronegócios e a infraestrutura. Em menos de 10 dias, o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, realizou reuniões a portas fechadas com o ministro de Segurança Institucional do País, Augusto Heleno, e com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
De acordo com Tang, muitas empresas chinesas vão buscar “algum tipo de acordo” quando o presidente chinês, Xi Jinping, visitar o Brasil em outubro para participar da 11ª cúpula dos BRICS. “Isso seria ótimo para CEOs de corporações chinesas.”
No caso da região, inicialmente, os representantes do Alto Tietê estão concentrados em Hangzhou, capital do Estado de Zhejiang e uma das cidades com economia mais bem-sucedidas da China, tendo sido inclusive sede do G-20 em 2016. São 14 milhões de habitantes e fica a pouco mais de duas horas de Shangai.
Os representantes da região também estiveram na Alibaba, liderança mundial de e-commerce e que possui um conceito empresarial que é referência. 
Os investimentos, caso acontecem, devem garantir importantes possibilidades de novos empregos e fomento na economia da região.