Editorial

Verbas federais

10/06/2019 23:59


Na semana passada, o DS trouxe reportagem com o ex-secretário nacional de Desenvolvimento Urbano do antigo Ministério das Cidades, Gilmar Souza Santos.
Ele deu a “receita” para prefeitos conseguirem parcerias e recursos federais para projetos em suas cidades: trabalhar politicamente, ter uma boa assessoria técnica, bons projetos e ser insistente. “Com isso, o prefeito vai conseguir recursos federais”, disse o ex-secretário, acostumado a receber em Brasília, na gestão passada do governo federal, prefeitos, deputados e senadores em busca de parcerias e recursos federais para obras.
Os recursos federais, sem dúvida, são muito importantes para as prefeituras. Os municípios, por si só, muitas vezes não conseguem se manter com a arrecadação local. 
Muitas vezes precisam de parcerias com os governo do Estado e da União.
Na mesma entrevista, o ex-secretário afirmou que uma parte dos prefeitos apresenta maus projetos, sem assessoria técnica e custos. “Isso inviabiliza”. 
A assessoria técnica e bem planejada também é importante para garantir o desenvolvimento dos projetos e a liberação dos recursos.
Para o ex-secretário, escolher técnicos, e até abrir escritórios em Brasília para estabelecer projetos, são importantes. 
Todos os anos as cidades do País realizam a “Marcha de Prefeitos a Brasília”. 
Nesse evento buscam recursos, cobram uma maior participação no bolo financeiro de tributos que fica, na maioria, com a União.
O ex-secretário afirmou, por exemplo, que há cidades com escritórios, em Brasília.
Isso facilita, sem dúvida, o acesso aos projetos às discussões com órgãos governamentais.
Portanto, é preciso ter boa assessoria técnica, acionar deputados federias e senadores. Além de bons projetos, é importante transitar - por meio dos deputados do seu Estado. 
Outra recomendação é de que os prefeitos tenham assessores que conheçam Brasília - os órgãos do governo federal - e que reivindiquem nos “lugares certos”. 
O que fica claro é que os municípios precisam de ajuda, sem dúvida. É importante lembrar que muitos deles também acabam assumindo trabalhos que são de competência dos Estados e da União.
Sem repasses, os municípios não andam. Mas quem faz o País girar são os municípios. 
É importante então que as cidades estejam preparadas para garantir parcerias, buscar recursos e manter seus trabalhos dentro de um parâmetro de crescimento.
A “receita” foi dada, sem dúvida, por alguém que esteve na linha de frente das discussões sobre recursos públicos do Ministério das Cidades.