'Bandeirantes'

Operação termina com sete presos, um morto e apreensão de armas e drogas na região

Foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Mogi, Poá, Itaquá e no Itaim Paulista, Zona Leste de São Paulo

02/08/2019 10:01


Atualizado às 10h10
 
A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) prendeu nesta sexta-feira, 2, sete pessoas, sendo cinco por mandados de prisão temporária e dois em flagrante, e apreendeu mais de 20 quilos em drogas, armas e dois veículos, durante a primeira fase da operação ‘Bandeirantes’, contra uma facção criminosa que domina a distribuição e armazenagem de drogas nas cidades de Mogi das Cruzes, Poá, Itaquaquecetuba e Itaim Paulista, Zona Leste de São Paulo. Um criminoso morreu ao reagir e trocar tiros com policiais civis.
 
A Dise mirou pessoas ligadas à uma facção criminosa, que age no Estado e em outras regiões do país. Foram dois meses de investigações. Policiais da delegacia especializada identificaram chefes de uma célula (grupo) do crime organizado, principalmente agindo no Distrito de Brás Cubas, em Mogi. Foi, por este motivo, que a ofensiva teve o nome de 'Bandeirantes'.
 
Ao todo, 91 policiais de delegacias da região participaram da ação. A 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes expediu dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. A maioria dos alvos foi justamente no município mogiano. 
 
Em Itaquá, um suspeito morreu ao trocar tiros com investigadores, na Estrada do Campo Limpo. De acordo com a polícia, ele armazenava a maior parte das drogas apreendidas durante a operação.
 
Além dos cerca de 25 quilos em entorpecentes, a ofensiva apreendeu balanças de precisão, uma máquina seladora - equipamento industrial que permitia a confecção de porções de drogas em larga escala-, uma quantia em dinheiro, aparatos para embalar drogas, além de uma submetralhadora nove milímetros, uma espingarda tipo garrucha, um revólver calibre 38 e um revólver magnum calibre 44.
 
Para o delegado da Dise, Fabrício Intelizano, responsável pela investigação, a ofensiva realizada nesta sexta-feira foi um duro golpe ao crime organizado. Ele pondera que, deste modo, a facção criminosa irá demorar para se rearticular. "Essa operação mirou uma célula de uma facção criminosa. Com essas prisões, eles vão ter um tempo para se reorganizar. Isso vai permitir que continuemos realizando ações", diz.
 
O delegado destacou que quatro pessoas continuam foragidas. Buscas devem ser intensificadas ainda durante essa sexta-feira. E novas fases da operação serão realizadas este ano.
 

Marcus Pontes - da Região