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‘Recheado’ de comércios, Dona Benta responde por 27% do PIB de Suzano

Região tem pelo menos 90 mil habitantes e gera R$ 2,7 bi para a cidade, segundo a ACE

03/08/2019 23:58


O bairro Dona Benta, localizado na região norte de Suzano, vem se desenvolvendo mais a cada ano. Conforme informações da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano, a região representa 27% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.
 
Segundo a ACE, em levantamento realizado em 2018 pela Prefeitura de Suzano, o bairro contava com pelo menos 1.600 comércios, entre MEIs (Micro Empreendedor Individual) e autônomos. 
 
Em passagem pela região pode-se observar diversos comércios, que variam entre quitandas, lojas de roupas, lojas de eletro doméstico e comércios de alimentos, como açougues e supermercados.
 
Além disso, a região possui um 'Shopping Comercial', que funciona como uma galeria, que aloca lojas de variados tipos de comércios. Estima-se que o bairro Dona Benta possui mais de 90 mil habitantes, e todos, em grande maioria, se beneficiam daquilo que o bairro possui.
 
O DS conversou com a população do local para saber a opinião delas quanto aos benefícios um centro comercial como aquele traz para a cidade e região.
 
Para a corretora e dona de uma loja de conserto de celulares, a Claudia Cunha (que tem seu estabelecimento dentro do 'Shopping Comercial'), é muito benéfico a região comercial do bairro Dona Benta. Segundo ela "a região é muito visada e procurada por empresários de Mogi e Arujá". "Eu vejo como muito importante para Suzano, soube que o comércio daqui chega a quase 30% do PIB da cidade. Ter comércios em grande quantidade beneficia muito a economia. Aqui é tão melhor quanto a Rua Glicério. A Prefeitura voltou a olhar um pouco para cá", comentou a corretora.
 
Comerciantes do bairro cobram término de obra de trevo
 
Os comerciantes da região comercial do bairro Dona Benta cobram mais agilidade para a conclusão das obras do trevo da Avenida Francisco Marengo, próximo ao 'Shopping Comercial'.
 
A obra está em andamento desde o começo do ano. A população reclama muito dos problemas causados pela obra. Como o caso do dono de uma padaria, o Anibal Américo. Segundo ele, foi prometida a conclusão da obra em 40 dias, mas até hoje nada. Estamos no 'mês oito'". "A região é uma das mais importantes para a cidade. Mas essa obra ai está prejudicando os comércios. Olha só (apontando para o chão sujo), foi limpo ontem", comentou o dono da padaria. Para o dono de uma quitanda, Renato Lasco, que também tem seu comércio próximo ao trevo em construção, reclama da lentidão e da falta de vagas para estacionar. Conforme ele disse, "nem para descarregar minhas mercadorias tem lugar".
 
"Aqui é como um 2º Centro de Suzano. Essa obra só atrapalhou os comerciantes, minhas vendas tem caído em 40%. O problema mesmo são as vagas, que não existem, se paro meu caminhão aqui na rua atrapalha o trânsito, se coloco sobre a calçada tomo multa. Não sei o que fazer", disse Renato.
 
O funcionário de uma farmácia, José Pereira, o problema é que o trânsito tem sido prejudicado, visto que na opinião dele, a logística do local confunde os motoristas.
 
"Acho que esse trevo tem causado muitos acidentes, penso que não dará certo futuramente. Se você observar, os motoristas não respeitam, cortam na frente de outros motoristas", explicou José.
 
Prefeitura
 
Em nota, a Prefeitura disse que o trecho será concluído neste segundo semestre de 2019. O valor total da obra ficou em R$ 507,4 mil. Conforme a Unidade de Planejamento e Assuntos Estratégicos de Suzano, diz que "a obra ainda está em andamento, e que a utilização do trecho não é recomendada até a conclusão dos trabalhos".
Sobre os estacionamentos, a Prefeitura alega que os comércios que tinham recuos "não sofreram alteração, mas os demais locais seguem o artigo 181, inciso VIII do Código de Trânsito Brasileiro (CTB)".
 
"Estacionar no passeio ou sobre a faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisões de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público constitui infração grave, com a possibilidade de o veículo ser removido", diz o CTB.

Fernando Barreto - de Suzano