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Linha 11-Coral da CPTM fica em 5º no ranking com mais itens perdidos

Linha que atende o Alto Tietê registra 13.680 itens perdidos em 2019, o que representa queda se comparado a 2018

25/01/2020 09:30


A Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a mais movimentada da rede, aparece na 5ª posição no ranking das linhas de trem com mais itens perdidos da companhia, com 13.680 objetos e documentos encontrados em 2019. Apesar disso, o número é inferior a 2018, quando a linha registrou 14.560 itens e apareceu na 4ª posição.
 
No ano passado, foram 91.668 itens esquecidos, dos quais 65.026 (71%) eram documentos. Entre os 26.658 objetos restantes, há sempre algo inusitado, como um rolo grande de tecido, esquecido talvez por alguma costureira desatenta ou um carrinho de bebê, deixado de lado depois que a mamãe tenha acalentado o filho no colo. Em dezembro, um notebook também foi esquecido na CPTM, talvez o dono já estava com a cabeça nas férias. Enfim, histórias difíceis de saber, mas que abrem um leque de possibilidades para nossa imaginação.
 
Das sete linhas, a que conquistou o pódio em 2019 foi a 8-Diamante, com 17.862 artigos esquecidos. Por uma diferença de 100 itens, a 9-Esmeralda ficou com a vice liderança, totalizando 17.762 objetos. Já a Linha 12-Safira, ficou em terceiro lugar, com 17.253. A Linha 10-Turquesa ocupa o quarto lugar deste ranking, com 15.042 peças. Em quinto está a 11-Coral, e na sequência, figura a Linha 7-Rubi, com 7.967 objetos e, em sétimo, a jovem Linha 13-Jade com 2.102 itens.
 
Central
 
Todos os itens encontrados seguem para a Central de Achados e Perdidos da CPTM, localizada na Estação Palmeiras-Barra Funda. A central recebe diariamente diversos malotes vindos de todas as linhas com objetos esquecidos nas estações e no interior dos trens. A partir daí, começa um intenso trabalho de separação dos itens, classificação e até investigação para tentar encontrar seus donos. Assim, todos os anos a CPTM consegue devolver grande parte desses objetos, a maioria documentos.
 
Quem entra na Central de Achados e Perdidos também pode ver muletas, pia, vaso sanitário, instrumentos musicais, mala de viagem, barraca de camping e dentaduras entre tantas outras coisas esquecidas durante as viagens. Mas a figura mais presente, depois dos documentos, é mesmo o bom e velho guarda-chuva.
 
Todos os objetos entregues na central ficam armazenados por até 60 dias. É neste período que os empregados atuam para achar o dono e, quando estes não são localizados, os itens são encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, entidade social mantida pelo Governo do Estado. A instituição já foi beneficiada com roupas e brinquedos entre outros. No caso dos documentos, a maioria é devolvida aos órgãos expedidores, e os cartões de banco são destruídos.
 
Quando a contabilidade é feita por estação, a centenária Luz ostenta o título de campeã com 10.402 itens esquecidos. Na vice liderança está a Estação Barra Funda, com 7.276 objetos, quase empatada com Brás, que totalizou 7.226 peças, 50 a menos.

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