Editorial

A preocupação com os idosos

14/03/2020 01:06


O coronavírus assusta o mundo e, cada vez mais, avança pelos países. Os casos confirmados aumentam. No Brasil há uma grande preocupação. Medidas estão sendo tomadas.
Reportagem publicada na Agência Brasil ontem mostrou que os idosos e pacientes de doenças crônicas representam o público que causa maior preocupação com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 
A baixa imunidade faz dessas pessoas mais vulneráveis à ação do vírus e a complicações decorrentes dele, como síndromes respiratórias agudas graves.
Estudo do Centro para a Prevenção e Combate a Doenças da China analisou casos no país, tomando exemplos do mês de fevereiro, e identificou que a taxa de mortalidade avança conforme a idade.
Enquanto entre 0 e 49 anos ela não passa de 1%, entre 50 e 59 fica em 1,3%, entre 60 e 69 vai para 3,6%, entre 70 e 79 anos sobe para 8% e acima dos 80 chega a 14,8%.
Não há dúvida que já existe uma grande preocupação com a população nessa faixa etária. Cidades da região, por exemplo, contam com programas voltados à terceira idade que merecem ainda mais atenção.
Nesta semana, ao falar na Comissão Geral da Câmara dos Deputados o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou a atenção necessária a esse público. 
O maior grupo de risco é formado pelos idosos e doentes crônicos. 
Este é o grupo que se quer superproteger. Quando jovens ganham imunidade, o vírus cai. Quanto menos pessoas idosas e com doenças crônicas tivermos, menos usaremos os sistemas hospitalares.
No Brasil, ainda não houve mortes em razão da epidemia. De acordo com números divulgados ontem (12) pelo Ministério da Saúde, a maioria dos casos (40%) é de pessoas abaixo de 40 anos, enquanto os acima de 60 anos representam 14% das pessoas infectadas. A média geral é de 42 anos.
A preocupação e o trabalho de prevenção devem ser constantes para que se evitem mais casos sendo registrados trazendo riscos, principalmente, os idosos.
As doenças crônicas também devem ser objeto de cuidado pela vulnerabilidade que confere ao portador. De acordo com o Ministério da Saúde, entre os pacientes de doenças crônicas que precisam de maior atenção estão aqueles com diabetes, hipertensão, doenças renais, cardíacas e respiratórias, por exemplo.