Cidades

Lojas fechadas e quase ninguém na rua; apelo é atendido em Suzano

Medida começou a vigorar ontem no Estado. Todas as lojas de serviços não essenciais de Suzano estão fechadas

24/03/2020 22:33


No dia em que passou a valer a suspensão do comércio em todo o estado de São Paulo, o cenário em Suzano foi o de uma “cidade fantasma”. Todas as lojas foram fechadas, exceção feita às farmácias, açougues, casas lotéricas, correios e bancos - serviços considerados essenciais para a população.
 
Nas ruas, o fluxo de carros e pessoas, desde ontem, é quase inexistente. Situação diferente da vista pela reportagem do DS na última segunda-feira (23), quando algumas pessoas ainda arriscavam sair para irem às praças da cidade.
 
Durante o dia de ontem, a Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano circulou pela cidade, para orientar os comerciantes que ainda trabalhavam e pedir para que fechassem os estabelecimentos e respeitassem a quarentena. 
 
Cenário
 
O suzanense se acostumou a sofrer com o fluxo de pessoas nas calçadas da Rua General Francisco Glicério em dias úteis. Muitos reclamam da circulação lenta de alguns pedestres, ao passo que outros precisam andar rápido por conta de seus compromissos.
 
O cenário atual permite andar e correr com os braços abertos nas calçadas. As poucas pessoas que circulam pelo Centro, o fazem de máscara.
 
O trânsito de veículos na Glicério, bem como na Rua Benjamin Constant e em vias transversais está irreconhecível. O número de carros, motos e dos transportes coletivo e complementar está muito abaixo do normal.
 
Em quase todas as lojas de móveis, eletrodomésticos, roupas, calçados, artigos para festas, variedades, lanchonetes, bares, restaurantes, pastelarias e docerias, é possível ver placas com frases que justificam as portas fechadas. Em algumas, os comerciantes usaram o termo “força maior”.
 
A determinação de fechar o comércio no Estado foi do governador João Doria (PSDB). Ela segue até o dia 7 de abril, mas pode ser prorrogada.

Daniel Marques - de Suzano