Cidades

Covid-19 obriga 49 famílias a velarem parentes de caixão lacrado em Suzano

De 1° a 31 de março, o Velório Municipal recebeu um total de 140 sepultamentos

04/04/2020 05:00


Caixão lacrado e um visor de vidro separou o último adeus de, ao menos, 49 famílias aos entes falecidos, na última semana - 23 a 31 de março-, em Suzano. Mesmo a causa das mortes não sendo o Covid-19, a mudança é uma forma de prevenção à proliferação da doença na cidade. Segundo a Prefeitura, em caso de óbito pela doença, os sepultamentos estão procedendo de forma direta com os caixões devidamente lacrados, a fim de evitar o máximo possível de chances de contaminação. 
 
As novas medidas afetaram, além da forma na qual falecidos são velados, as exigências para o uso do Velório Municipal. Agora, o espaço funciona das 6h30 às 16h30. Atualmente, dois boxes - são seis no total - podem ser utilizados por vez para a realização de velórios. A cerimônia pode ser acompanhada por, no máximo, 10 pessoas no espaço. E não pode ultrapassar duas horas. 
 
"Além disso, os usuários recebem as orientações e recomendações gerais de saúde para evitar a proliferação da doença. Estas medidas foram tomadas para proteger tantos os familiares e usuários do velório, quantos os próprios funcionários", frisou nota enviada à reportagem.
 
Levantamento realizado pela Prefeitura mostra que, em março, a cidade realizou um total de 140 sepultamentos. Destes 91 não sofreram as restrições e 49 precisaram ser de caixão lacrado. É importante reforçar que o número de pessoas afetadas pelas novas medidas compreende ao período em que o Estado adotou novas regras por causa da debandada do número de casos confirmados e mortes provocadas pela doença. 
 
Um levantamento divulgado pelo Ministério de Saúde aponta que o Governo de São Paulo tem, atualmente, 2.981 casos confirmados de Covid-19 e 164 mortes provocadas pela doença. Na região, Mogi das Cruzes e Suzano registraram um óbito cada.
 
"A administração municipal vem tomando as devidas providencias para atender as necessidade e para que não falte locais para os sepultamentos temporários", finalizou a nota.

Marcus Pontes - de Suzano