Programa Federal

Mais de 1,6 mil beneficiários perdem o Bolsa Família no período de um ano

Levantamento mostra queda de 1,94% no número de famílias que recebem o benefício do Governo Federal na região

26/07/2020 20:00


Mais de 1,6 mil beneficiários perderam o Bolsa Família em um ano no Alto Tietê. Um levantamento realizado pelo DS, com base nos dados disponibilizados no Portal da Transparência do Governo Federal, mostra queda de 1,94% no número de famílias que recebem o benefício na região.
 
De acordo com os dados federais, em junho de 2019 a região tinha 84.337 beneficiários aptos a receber o Bolsa Família. Em junho deste ano, esse número recuou para 82.696. O valor transferido pela União para os municípios do Alto Tietê também diminuiu. 
 
Ano passado, os dez municípios somaram R$ 15,1 milhões para o pagamento do benefício em junho. No mesmo mês em 2020, o valor passou para R$ 14,9 milhões, ou seja, R$ 144,3 mil a menos, o que representa 0,95% na diminuição nos pagamentos.
 
Ainda assim, sete cidades aumentaram o número de beneficiários. Itaquaquecetuba passou de 17.528 para 18.485 famílias com Bolsa Família. Já Suzano, pulou de 12.918 para 13.717, bem como Ferraz de Vasconcelos (de 8.900 para 9.3000), Arujá (de 4.075 para 4.172), Santa Isabel (de 2.161 para 2.274), Biritiba Mirim (de 1.999 para 2.065) e Salesópolis (de 794 para 798).
 
Os outros três municípios que integram a região mostraram queda no número de beneficiários. Em Mogi das Cruzes, a cidade passou de 27.053 famílias com Bolsa Família para 24.035, o mesmo aconteceu em Poá (de 6.954 para 6.106) e Guararema (de 1.955 para 1.744).
 
Motivos para perda do benefício
 
De acordo com o Ministério da Cidadania, alguns fatores podem fazer com que o beneficiário saia do programa do Governo Federal. Um desses fatores é quando as famílias saem do perfil preconizado pelo Bolsa Família. 
Por ter mecanismos de controle para manter o foco em famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, a falta de atualização de informações cadastrais, ou a melhora das condições do beneficiário são elementos que podem fazer que a família perca o benefício.
 
Em casos onde a renda familiar suba para até meio salário mínimo por pessoa, o programa permite que as famílias possam ficar mais dois anos recebendo o benefício, desde que mantenham o cadastro atualizado.
 
O descumprimento de compromissos nas áreas de educação (como faltas injustificadas na escola) e saúde também podem levar ao cancelamento. Ainda existe a possibilidade de a família se desligar do programa voluntariamente. Nesses casos, a família conta com o Retorno Garantido, o que garante que em um prazo de 36 meses após o desligamento e caso se enquadre novamente nos critérios do programa, o beneficiário poderá voltar a receber o Bolsa Família sem passar por novo processo de seleção.

Carolina Rocha - da região