Cidades

Queda no volume de represas da região no inverno é a maior desde a crise hídrica

Dados são da Sabesp

30/09/2020 13:56


A redução na quantidade de água armazenada durante o inverno deste ano nas represas da região foi de 12,91%. Trata-se da maior queda registrada no volume do Sistema Alto Tietê desde o início da crise hídrica, em 2014, quando houve redução de 15,13%. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
 
A medição é feita comparando o volume total do sistema no primeiro e no último dia de todos os invernos desde 2014. Nos anos seguintes, houve apenas um registro de queda acima de 10% no volume durante o inverno, ocorrido em 2018, quando a redução foi de 10,87%. Em 21 de junho daquele ano (primeiro dia do inverno), o volume no sistema era de 57,65%. Já em 22 de setembro (último dia do inverno), o sistema operava com 46,78%.
 
Em 2015, a queda durante o inverno nas represas da região foi de 5,16%. Já em 2016, a redução foi de 8,12%. Em 2017, o resultado foi parecido com o ano anterior: 8,65% de queda. 
O ano de 2019 também registrou queda abaixo dos 10% no inverno, fechando a estação com 8,96% de diminuição no volume no sistema entre o primeiro e o último dia.
 
Apesar da maior redução durante o inverno nos últimos seis anos, o Sistema Alto Tietê fechou a estação mais fria do calendário com o segundo melhor volume de água armazenada desde a crise hídrica, que teve seu ápice entre 2014 e 2015. Na terça-feira da semana passada (22) (último dia do inverno), o sistema operou com 61,26%.
 
A melhor média do sistema ao fim de um inverno ocorreu em 2019, quando no dia 23 de setembro, o volume foi de 87,87%. As piores médias ocorreram no ápice da crise, com apenas 12,54% de água armazenada no último dia do inverno de 2014 e 15,32% no de 2015.
 
Situação atual
 
O Sistema Alto Tietê de represas segue operando em queda com 60,5% de sua capacidade total. Os dados foram atualizados ontem pela Sabesp.
 
Das cinco represas que compõem o sistema, a de Ponte Nova é a que possui o volume mais confortável, com 85,14%. Em seguida na lista, aparece a de Paraitinga, com 65,25% do total.
A lista segue com a barragem de Taiaçupeba, que está com 25,65% de sua capacidade. A represa de Biritiba vem logo depois, operando com 15,35% do total.
 
A barragem com o menor volume de água armazenada é a de Jundiaí, com 9,60%.
Porém, a Sabesp considera o volume total do sistema (incluindo Alto Tietê, Cantareira, Guarapiranga e os demais), já que eles são interligados desde a crise de 2014.
A companhia também considera normal a redução, justamente por conta do período de estiagem característico desta época do ano.

de Suzano