Editorial

Geração de empregos

27/11/2020 05:00


O desafio de gerar emprego fica mais difícil diante de um ano com a pandemia da Covid-19.
A situação é agravada pelos números desde o início do surgimento de casos de coronavírus em março.
O País tenta dar uma resposta com medidas para garantir abertura de novos postos de trabalho.
Novos números divulgados ontem pelo Ministério da Economia mostram que, pelo quarto mês consecutivo, o saldo de geração de empregos ficou positivo. Foram criadas 394.989 vagas com carteira assinada em outubro, resultado de 1.548.628 admissões e de 1.153.639 desligamentos.
O DS publica também dados das cidades do Alto Tietê (leia mais na página 4). 
Em todo o País, o resultado recorde na série histórica iniciada em 1992 está no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (26) pelo Ministério da Economia.
O estoque, que é a quantidade total de vínculos ativos, em outubro chegou a 38.638.484, variação de 1,03% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o saldo é negativo em 171.139, decorrentes de 12.231.462 admissões e de 12.402.601 desligamentos.
Gerar emprego é hoje um desafio mundial. Mesmo nas nações consideradas desenvolvidas e com economia sólida, a grande preocupação é quanto à criação de postos de trabalho para absorver a mão-de-obra que já está no mercado e que pode ser dispensada por uma provável redução nos níveis de crescimento e também quanto aos jovens que começam a procurar emprego.
Em São Paulo, a situação não é diversa e por isso o governo do Estado afirma que tem tratado a questão como prioridade na busca de uma melhoria na qualidade de vida do cidadão. 
As novas tecnologias de comunicação e informação, a inteligência artificial, a interação das economias nacionais num mundo globalizado e as alterações profundas nas práticas gerenciais, entre outras tantas novidades, deram à economia do século 21 uma nova feição, que ainda está sendo moldada.
Mas já está claro que o trabalho, em suas características essenciais, permanece como o fator sem o qual a produção de riqueza é impossível.
Em todo o País, dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro tiveram saldo positivo no emprego em outubro. O principal foi o setor de serviços, que abriu 156.766 novas vagas. No comércio foram criados 115.647 postos; na indústria, 86.426; na construção, 36.296.
Segundo o secretário do Trabalho, Bruno Silva Dalcolmo, em abril as admissões caíram e as demissões registraram alta, em função da crise gerada pela pandemia de covid-19. Esse efeito do início da pandemia levou o saldo de empregos formais a permanecer negativo ao longo do ano. Atualmente, acrescentou o secretário, as contratações estão em crescimento. 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que até o fim do ano é possível recuperar os empregos perdidos no início da pandemia de Covid-19. Para o ministro, ao observar o saldo acumulado do ano até outubro, negativo (mais demissões que contrações) em menos de 200 mil (171.139), é possível prever que 2020 terminará sem perdas de empregos.