Editorial

Novo Ensino Médio

13/06/2021 05:00


Cada vez que os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019 são divulgados, educadores procuram respostas para explicar os motivos da melhoria ou não dos resultados do Ensino Médio. 
É sempre importante garantir, cada vez mais, um aprimoramento.
Na semana passada, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP) deu sequência à formação para implementação do Novo Ensino Médio. A programação sobre a proposta, que começa neste ano com estudantes da primeira série, reuniu dirigentes, supervisores, diretores do núcleo pedagógico e outros profissionais de todas as 91 Diretorias de Ensino (DEs), durante terça e quarta-feira (8 e 9), no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Entre outros pontos, foram abordados legislação, histórico de diálogos com estudantes e professores, benefícios para acesso ao ensino superior, carga horária, itinerários formativos, cronograma e manifestação de interesse. 
O Novo Ensino Médio aproxima os estudantes das transformações da sociedade e do mercado de trabalho, por meio de um currículo mais flexível. A proposta considera, em especial, três frentes: o desenvolvimento do protagonismo e do Projeto de Vida dos estudantes, a valorização da aprendizagem com a ampliação da carga horária de estudos e a garantia de direitos de aprendizagem comuns.
É importante saber que o ensino médio tem de ir além de preparar para o vestibular. 
Como afirma a própria Secretaria de Educação é preciso, enquanto rede, incentivar novos olhares, percepções, aptidões individuais em toda a trajetória de aprendizagem dos estudantes. A expectativa do governo estadual é de que o Novo Ensino Médio seja “um marco para a educação brasileira”. 
O papel dos itinerários formativos, que possibilitam os alunos aprofundarem conhecimentos, conforme seus interesses, e a força do componente Projeto de Vida são importantes. 
A trajetória antes da implementação foi relembrada pela equipe da Seduc-SP, como a discussão da necessidade de mudanças no currículo, por meio de consultas virtuais e presenciais. 
A proposta permite escolhas, autonomia e engajamento aos estudantes, além da conclusão da Educação Básica com mais preparo para os desafios do futuro. O Novo Ensino Médio será dividido em duas partes, que se complementam: a Formação Geral Básica (FGB) e o Aprofundamento. Na FGB, todos os estudantes terão acesso aos mesmos direitos de aprendizagem, de todas as áreas de conhecimento.