Região

Maioria dos deputados da região vota a favor do aumento do fundo eleitoral

Texto aprovado prevê ampliação de financiamento de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5,7 bilhões

21/07/2021 23:30


Quatro dos cinco deputados federais do Alto Tietê votaram a favor do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, que prevê a ampliação de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões referente ao Fundo Eleitoral, valor que financiará as campanhas políticas no próximo ano. 
 
A votação, realizada na última semana, gerou polêmica nas redes sociais nos últimos dias, já que, além de quase triplicar a verba para campanhas políticas, a LDO também estabelece que o salário mínimo será corrigido apenas pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ou seja, sem previsão de aumento real (acima da inflação).
 
Entre os deputados federais da região, Roberto de Lucena (Podemos) foi o único que votou contra.
 
"Eu votei contra a LDO. Sou contra o aumento do fundo eleitoral, que considero uma vergonha, uma afronta e sou a favor da extinção do fundo partidário, pois os partidos têm que ser mantidos pela contribuição voluntária de seus filiados. Tenho um projeto de lei nesse sentido", explicou ao DS.
 
Prefeito por Mogi das Cruzes entre os anos de 2009 a 2016, o deputado Marco Bertaiolli (PSD) está entre os deputados que votaram a favor da LDO. Entretanto, segundo o deputado, ele é contra o Fundo Eleitoral.
 
Em sua explicação, o parlamentar contou que "as campanhas eleitorais não devem ser financiadas com recursos públicos, que devem ser utilizados para outros fins, como investimentos em saúde e educação, por exemplo".
 
Mesmo votando a favor, de acordo com a assessoria de imprensa de Bertaiolli, ele defende que é necessário alterar a lei que criou o fundo eleitoral e fazer um modelo em que a iniciativa privada possa fazer doações aos partidos e não direto ao candidato.
 
Além de Bertaiolli, votaram a favor da LDO a deputada Kátia Sastre (PL), e os deputados Guilherme Mussi (PP) e Marcio Alvino (PL), que até o fechamento desta reportagem não responderam ao contato feito pelo DS.
 
Decisão
 
Agora o texto aprovado pelo Congresso está nas mãos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para sanção ou veto. 
 
Após ficar internado para tratar de uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em uma entrevista concedida nesta nesta segunda-feira (19), indicou que deve vetar a LDO. Segundo ele, esta é a "tendência".

Matheus Cruz - da Região