Cidades

Veterinários reforçam importância de proteção aos animais durante o frio

Profissionais lembram que frente fria também pode causar problemas a cães e gatos de estimação

31/07/2021 19:00


Com a queda na temperatura e registros próximos a 0°C na região, o frio não atinge apenas as pessoas. De acordo com veterinários e especialistas que cuidam da causa animal, a proteção contra a baixa temperatura também deve ser reforçada em cães e gatos, já que muitas vezes, os pelos podem não ser suficientes para manter os animais aquecidos. 
 
De acordo com o veterinário Lucas de Souza, que atua na área há sete anos, qualquer animal pode sofrer com a queda brusca de temperatura. Com a atual frente fria na região, o profissional orienta que cuidados especiais devem ser tomados. 
 
"Algumas raças conseguem se adaptar melhor ao frio, mas não são todas. Alguns pets podem ter problemas crônicos e o frio pode agravar isso. Tantos cães e gatos, filhotes e idosos, estão mais vulneráveis a doenças, como a gripe canina, por exemplo", explica. 
 
Segundo ele, os atendimentos relacionados à gripe canina são mais comuns nessa época do ano. O vírus pode ser transmitido de animal para animal, através das secreções respiratórias e por contato com objetos contaminados, como brinquedos e vasilhas. 
 
Para evitar esses riscos e aumentar a saúde do animal, a presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amparo Animal, Roberta Cristiane, destaca a importância de agasalhar os animais, inclusive com roupas. 
 
"É importantíssimo manter os animais aquecidos com cobertores dentro de suas casinhas e colocar roupinhas também. Além disso, se possível, acolher o pet dentro de casa", orienta a presidente da ONG. 
 
Além dos pets domésticos, ela também lembra dos cuidados necessários, sobretudo aos animais que vivem nas ruas da cidade. Para isso, além da ação de amor aos animais, é preciso um pouco de criatividade para improvisar. 
 
"É importante improvisar casinhas, fazer uma cobertura com telhas ou caixa de papelão e saco de lixo de 150 litros, a fim de não molhar a caixa. Além de colocar cobertores. Manter eles bem alimentados também ajuda contra a hipotermia", ressalta. 
 
Apesar dos cuidados com os animais comunitários, Roberta Cristiane também lembra que é importante ficar de olho para saber a hora certa de tirar a roupa, já que a mesma pode molhar, ou quando estiver sol, aquecer demais. 
 
Responsável por uma clínica veterinária na região, a veterinária Beatriz Corrêa compara a situação dos pets com os seres humanos, já que o frio enfrentado é o mesmo. 
 
"Assim como um casaco às vezes não é suficiente para nos aquecer, os pelos podem não ser suficientes para manter o cachorro ou gato aquecido. Mesmo aos que não possuem condições de comprar uma roupinha, é possível improvisar, desde que não machuque o animal", completa. 

Matheus Cruz - de Suzano