Editorial

Redes sociais

24/07/2015 08:00


Com o passar dos anos, as redes sociais têm se tornado um aliado cada vez mais forte dos candidatos. A proporção de publicações dos interessados em concorrer às eleições aumenta conforme chega o período do pleito. Esta tem sido uma forma de garantir uma proximidade com a população, já que o acesso às redes sociais tem se tornado cada vez mais constantes. Ainda mais com a diversidade que existe: Facebook, Instagram, Twitter, Viber, Snapchat, entre outros. Diante deste cenário, os marqueteiros políticos têm trabalhado cada vez mais as páginas dos políticos e candidatos. O Facebook ainda é o mais acessado. O Estadão fez um importante levantamento com as contas do Twitter dos deputados federais. Segundo o levantamento feito com ajuda do Ibope DTM, 428 dos 513 deputados têm contas no Twitter e seguem 272 mil tuiteiros diferentes. Por meio dos seguidores é possível mapear a linha de pensamento de alguns parlamentares e até mesmo as semelhanças entre eles. Segundo o estudo, é possível visualizar, inclusive, quais deputados são mais próximos pelas publicações e seguidores. Só para se ter uma ideia, mais da metade dos deputados seguem a conta da presidente Dilma Rousseff (PT). A página mais popular entre eles é da própria Câmara dos Deputados. A conta publica ações referentes ao dia a dia dos parlamentares. A pesquisa indicou também que outra tendência é de seguir páginas de notícias. Entre os dez primeiros, com exceção de Dilma e da Câmara, as páginas seguidas são de meios de comunicação. Todas estas análises, assim como as de candidatos e políticos em geral, são importantes para entender a tendência e o comportamento da classe política nas redes sociais. Todo este cenário ajuda os marqueteiros na hora de decidir quais ações vão realizar durante as eleições e quais devem ter mais influência na população. É relevante também os eleitores acompanharem as páginas dos candidatos em quem votaram ou pretendem votar para saber as ações realizadas por eles e se estão cumprindo as promessas feitas durante as campanhas. As redes sociais precisam se tornar uma forma de colaborar na fiscalização da classe política.