Editorial

Riscos da Lagoa Azul

18/08/2015 08:00


O risco de afogamento nas lagoas de Suzano é um assunto muito debatido em reportagens do DS. Há uma grande preocupação com o número de mortes e uma “força-tarefa” na tentativa de reduzir os riscos. Na edição de domingo, o DS mostrou, por meio da reportagem da jornalista Pâmela Queiróz, que a grade que cerca a área da Lagoa Azul, em Suzano, possui quatro aberturas irregulares.

Uma constatação preocupante e que requer, cada vez mais, fiscalização por parte da Prefeitura de Suzano. Só para se ter uma ideia, os buracos abertos na grade foram feitos, aparentemente, por vândalos. A reportagem mostrou que em alguns locais, foram retirados aproximadamente dois metros de barras metálicas, em outros, a passagem é estreita, mas permite entrar no terreno. Na Avenida Senador Roberto Simonsen é possível identificar duas entradas. A primeira está próxima a placa de “Proibido Nadar”, afixada na grade pela Defesa Civil de Suzano. Com a chegada do verão, o calor intenso somado à imprudência de banhistas resultam no aumento do número de afogamentos. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros alertam para os locais de riscos. Com a falta de piscinas públicas para a população, crianças, adultos e, principalmente, jovens que não fazem parte de clubes e associações acabam improvisando para espantar o calor. A morte por afogamento é evitável. A água que entra nas narinas é como se estivesse queimando por dentro. Somente o Estado de São Paulo registra mais de 800 afogamentos por ano. Segundo a Cetesb, no caso de Suzano foi entregue estudos sobre a área. A Guarda Civil Municipal (GCM) faz rondas no entorno, visando coibir a invasão do espaço. A administração pede apoio à população para que não adentre o perímetro da Lagoa Azul tendo em vista o risco eminente de acidentes. E é importante que a população se conscientize e contribua para a redução no número de afogamentos. Uma campanha de conscientização também seria importante para reduzir os riscos de incidentes com mortes.