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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020

Alimentos e bebidas têm maior alta para janeiro desde o Real, mostra IBGE

06 FEV 2016 - 07h00

A alta generalizada nos preços dos alimentos em janeiro contribuiu para que o grupo Alimentação e Bebidas tenha registrado o maior resultado para o mês de todo o período do Plano Real, com alta de 2,28% nos preços, no âmbito do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O maior nível até então - da série histórica iniciada em 1995 - era o de janeiro de 2003, quando os alimentos subiram 2,15%.

"O maior resultado era 2003 (para meses de janeiro), quando se refletiu a pressão do câmbio", explicou a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos. "Foi o maior aumento para alimentos em janeiro de todo o Plano Real", confirmou.

Segundo o IBGE, considerando todos os meses, o resultado para alimentação em janeiro foi o pior desde dezembro de 2002, quando o grupo atingiu 3,91%. Considerando os últimos doze meses, os preços dos alimentos estão 12,90% mais caros.

Em janeiro, a alta chegou a 3,66% em Vitória, 3,60% em Salvador e 3,22% em Goiânia, as três maiores variações do País. A região de Porto Alegre teve o aumento mais modesto, de 1,20%. "A alta foi generalizada", declarou a coordenadora do IBGE.

Os produtos comprados para consumo em casa ficaram 2,89% mais caros, enquanto a alimentação fora de casa subiu 1,12% em janeiro. Os aumentos mais expressivos foram registrados na cenoura (32,64%), tomate (27,27%), cebola (22,05%) e batata-inglesa (14,78%).

Eulina explica que o clima adverso provocado pelo fenômeno El Niño, a valorização do dólar e o encarecimento do frete estão por trás dos reajustes.

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