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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020

Barbosa espera estabilizar dívida bruta em 2017

30 MAR 2016 - 08h00

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem esperar que seja possível estabilizar a dívida pública em 2017 ou no máximo em 2018. "Isso envolve a recuperação de receitas, mas sobretudo o controle dos gastos", afirmou em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Em resposta a questionamentos dos parlamentares, Barbosa disse não achar necessário mexer em regras de valores de benefício da Previdência, mas sim ajustar as regras de idade à demografia brasileira. "O governo não tem posição e convocou fórum para discutir com a sociedade. Uma proposta é fazer transição usando regras que já existem, como o 85/95. Os membros da esquerda consideram essa regra adequada", respondeu.

O ministro disse achar possível se chegar a um consenso, mas ponderou que a discussão ainda está em uma fase mais inicial, de troca de opiniões. "Sou favorável a regra que resolva o problema, tem várias maneiras de promover adequação da Previdência. Não quero ser o dono da verdade. Existem várias formas de endereçar o problema e é isso que está sendo feito no fórum", completou.

CPMF

Barbosa disse que o governo ainda acha a recriação da CPMF necessária e que trabalha com essa receita em 2017. "Estamos fechando os cálculos para 2017 com medidas que serão enviadas até o meio do ano e que terão impacto em no próximo ano", afirmou.

O ministro defendeu a possibilidade de recuperação de receitas nos próximos anos e, consequentemente, de redução do endividamento público a partir de 2018. "Se a economia se recuperar rapidamente, esse processo pode ocorrer em maior velocidade", acrescentou.

Segundo Barbosa, se a taxa de câmbio se estabilizar, a despesa financeira do governo em relação ao PIB será 1,7% menor do que foi no ano passado. "Esse é um fator de estabilidade financeira apenas pelo câmbio. A estabilização da taxa de câmbio reduz o déficit do governo em quase 2 pontos porcentuais", exemplificou

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