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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2018

Com dificuldade em obter recursos, Caixa Econômica freia crédito

26 ABR 2015 - 08h00

O volume de crédito imobiliário contratado na Caixa Econômica Federal ficou estacionado no primeiro trimestre por causa da redução dos depósitos na caderneta de poupança, principal fonte de recursos para o setor.

A carteira de financiamentos de imóveis da Caixa - principal banco do País no crédito habitacional - cresceu só 0,3% em comparação ao mesmo período de 2014, segundo o vice-presidente de Habitação do banco, Teotonio Costa Rezende.

Em 2014, a Caixa desembolsou R$ 129 bilhões. Para repetir o resultado neste ano, o banco tem dois obstáculos: a falta de fontes de financiamento e o encarecimento dos recursos complementares, que subiram acompanhando a alta da taxa de juros básica da economia (Selic).

A expectativa, diz Rezende, é que a carteira de crédito imobiliário cresça entre 12% e 15% neste ano, resultado bem mais tímido que os 25,7% do ano passado. "A Selic dá duas pancadas no crédito imobiliário: torna menos atrativo o principal funding (fonte de financiamento), que é a poupança, e encarece fontes complementares como a LCI (Letra de Crédito Imobiliário)", disse Rezende, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, durante a abertura do 11º Feirão Caixa da Casa Própria, em São Paulo.



Poupança

Em março, a poupança teve o pior desempenho da história. Os saques superaram os depósitos em R$ 11,438 bilhões. Apenas no 1 º trimestre, as retiradas líquidas chegaram a R$ 23,230 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

Os bancos têm de destinar no mínimo 65% dos depósitos da poupança para crédito imobiliário. Do total, 80% têm de ser para imóveis na linha do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o resto para operações com taxas de mercado - Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

O foco para este ano, segundo o vice-presidente da Caixa, é habitação social e, em segundo lugar, os financiamentos no âmbito do SFH, que abrangem imóveis de até R$ 750 mil.

O fator decisivo para o banco voltar a apostar nos outros segmentos é o crescimento da poupança. "Este ano, o sistema está na linha d’água. Há dois bancos que ainda estão com recurso disponível, mas eles não têm tanto interesse, e os demais estão com certa limitação", disse.

Os números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) confirmam a desaceleração. Em fevereiro, o volume de empréstimos para a compra e construção de imóveis somou R$ 6,45 bilhões. O resultado foi 26,9% inferior ao de fevereiro de 2014 e 29,4% menor que o de janeiro de 2015.

"Com o desemprego em alta e a confiança em baixa, as pessoas ficam receosas de fazer empréstimos de grande relevância", afirmou Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap, de preços de imóveis.

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