Envie seu vídeo(11) 97569-1373
quarta 30 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020

Déficit da balança do setor elétrico e eletrônico recuou 48% no 1º bimestre

26 MAR 2016 - 08h00

O déficit da balança comercial do setor elétrico e eletrônico caiu quase pela metade, 48%, no primeiro bimestre de 2016 em relação a igual período de 2015, de US$ 5,439 bilhões para US$ 2,8 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

As exportações somaram US$ 820 milhões, crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações atingiram US$ 3,6 bilhões, o que correspondeu em queda de 42,2%. Com estes dados, segundo a entidade, depreende-se que a redução do saldo negativo nas relações com o exterior ocorreu pela retração das importações, influenciada pela queda do mercado interno.

Câmbio

Segundo a Abinee, as exportações dos produtos elétricos e eletrônicos ainda não mostraram efeitos significativos da desvalorização cambial. Isto pode ser justificado tanto pela demora natural para resgatar os mercados perdidos decorrentes do câmbio desfavorável em passado recente, como também, pelo próprio Custo Brasil, que permanece restringindo a competitividade da indústria local, tem reiterado o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Em fevereiro ocorreu redução de 1% nas vendas ao exterior comparada com fevereiro de 2015. E no acumulado do ano, o crescimento foi de apenas 2%. Ainda segundo a Abinee, as exportações acumuladas em 12 meses mostrou tendência de queda até outubro de 2015, revertendo para estabilidade a partir de novembro daquele ano, consolidando-se em torno de US$ 5,9 bilhões no mês a mês até fevereiro de 2016.

Na avaliação desta tendência, segmentando as exportações em bens finais e componentes, observa-se ligeiro crescimento para os produtos acabados enquanto que os componentes permanecem em ritmo de estabilidade. Algumas indicações, no entanto, mostram que nos próximos meses pode-se esperar por dias melhores para as vendas externas.

Importações

As importações de produtos elétricos e eletrônicos recuaram 42% no primeiro bimestre neste ano, para US$ 3,6 bilhões, na comparação com as realizadas no mesmo período de 2015, que foram de US$ 6,2 bilhões. "As reduções das importações foram generalizadas no período em questão, o que reflete a retração do mercado interno de produtos elétricos e eletrônicos", afirmam os economistas da Abinee.

Somente ocorreram crescimentos de importações nos equipamentos de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) no 1º bimestre devido às aquisições de Grupos Eletrogêneos, que somaram US$ 31 milhões, e onde estão os equipamentos destinados à Energia Eólica, com US$ 24 milhões. No ano passado, as importações de grupos eólicos foram da ordem de US$ 2 milhões.

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias