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Jornal Diário de Suzano - 29/10/2020

Economia tem de ajudar a política, diz Barbosa

08 ABR 2016 - 08h00

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ressaltou a necessidade de a economia, mais do que nunca, ajudar a política para fechar seu discurso durante evento ontem, em São Paulo, promovido pelo Itaú. "Espero que a solução atual do impasse político respeite a democracia e o processo legal", destacou ele.

Barbosa voltou a falar da necessidade de construir propostas econômicas para superar os atuais desafios que o País enfrenta. No início de seu discurso, o ministro ressaltou os desafios de equilíbrio fiscal do governo, mas afirmou que a maior dificuldade é construir consenso em torno das políticas para que o Brasil consiga superar os problemas atuais. Segundo ele, no campo político, há discursos polarizados, "beirando o religioso e messiânico".

Segundo Barbosa, o governo brasileiro pode ter nova frustração de receitas neste ano em meio ao atual quadro da economia que, segundo expectativas, deve ter um segundo ano de retração da atividade. É justamente essa frustração de receitas, diz ele, que torna necessária a revisão da meta de resultado primário. "Frustração de receita e rigidez de despesa tornam necessário mudar a programação fiscal. Alterar programação fiscal é consequência, não causa do resultado fiscal. Só meta de resultado primário não é suficiente. É preciso meta para os gastos", disse Barbosa.

O ministro afirmou que os gastos discricionários do governo devem continuar caindo este ano, mas em ritmo menor do que em 2015. Segundo ele, neste ano, essas despesas devem voltar ao patamar de 2010, mas que um corte maior, diante do momento de retração da atividade, pode causar um maior reflexo na economia brasileira.

"Fizemos reformas em gastos obrigatórios que trarão economia de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões. Custeio da máquina é 3% do gasto primário e ficou quase estável no ano passado. Reduzimos despesas discricionárias de 4,5% do PIB para 3,9% do PIB em um ano", ressaltou Barbosa.

Ele afirmou ainda que no ano passado o governo não cumpriu a meta de superávit primário, pois houve queda de arrecadação maior que o esperado. Acrescentou também que somente controlar despesa discricionária não é suficiente.

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